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NATO espera ataque russo em larga escala e prepara forças militares

A NATO espera um ataque em larga escala da Rússia na Ucrânia e colocou a sua força de reação rápida em alerta para defender os países aliados, anunciou esta tarde o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg.

A Alemanha anunciou hoje a intenção de aumentar o contingente de soldados destacados numa base da NATO na Lituânia, no mesmo dia em que a Hungria comunicou a mobilização de unidades militares nas zonas fronteiriças com a Ucrânia.

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, deu uma conferência de imprensa, na sede da organização, em Bruxelas, após esta reunião extraordinária da comissão NATO-Ucrânia, onde serão discutidos os próximos passos na procura de resolução da crise.

“Tudo sugere que a Rússia está a planear um ataque maciço na Ucrânia”, depois de enviar tropas para os territórios separatistas pró-russos de Donbass, no leste do país, disse Jens Stoltenberg após uma reunião extraordinária da comissão NATO-Ucrânia, na sede da Aliança, em Bruxelas.

Putin assinou, na segunda-feira à noite, o reconhecimento das repúblicas separatistas de Lugansk e de Donetsk, na região oriental do Donbass, e ordenou às forças armadas russas que entrassem naqueles territórios ucranianos numa missão de “manutenção da paz”.

Após ter reconhecido como independentes os territórios ucranianos separatistas pró-russos de Donetsk e Lugansk, na região de Donbass, na segunda-feira, Moscovo esclareceu hoje que o reconhecimento se refere ao território ocupado quando as autoproclamadas repúblicas proclamaram esse estatuto em 2014, o que inclui espaço atualmente detido pelas forças ucranianas.

Além de ter assinado os decretos relativos ao reconhecimento de Lugansk e de Donetsk, Putin anunciou que as forças armadas russas poderão deslocar-se para aqueles territórios ucranianos em missão de “manutenção da paz”.

A decisão foi condenada pela generalidade dos países ocidentais, que temiam há meses que a Rússia invadisse novamente a Ucrânia, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

Nesse ano, começou a guerra no Donbass entre separatistas pró-russos apoiados por Moscovo e o exército ucraniano, que provocou, desde então, mais de 14.000 mortos e 1,5 milhões de deslocados, segundo a ONU.

Fonte: Agência Lusa

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