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Fabíola Cardoso (BE) diz que “só em Benavente há oito mil pessoas sem médico de família.”

O Bloco de Esquerda realizou na passada quinta-feira, à noite, a sua primeira iniciativa online desta campanha para as Legislativas 2022. O tema abordado foram os problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa sessão que contou com intervenções de Bruno Maia, médico neurologista, Teresa Nascimento, técnica superior de radiologia e Fabíola Cardoso, candidata do Bloco de Esquerda ao círculo eleitoral de Santarém.

A candidata bloquista relembrou que “o SNS sempre foi uma prioridade para o Bloco” e que a “a democracia não sobrevive sem o SNS”. Fabíola Cardoso comentou, ainda, que “os profissionais do SNS estão exaustos e há muitos problemas no distrito de Santarém: falta de médicos de famílias, as dificuldades sentidas nos cuidados primários e nos cuidados hospitalares são uma constante”, especificando que “só em Benavente há oito mil pessoas sem médicos de família.”
A candidata a deputada da Assembleia da República apelou ao voto no Bloco, para garantir que o país reforça a saúde pública, gratuita para todos. Das várias medidas propostas pelo Bloco de Esquerda para o Serviço Nacional de Saúde, Fabíola Cardoso destacou 4, que considerou essenciais no distrito de Santarém:
1) Medidas de apoio à fixação de profissionais em regiões carenciadas;
2) incorporação dos trabalhadores da segurança e limpeza nos quadros;
3) reforço das redes de cuidados continuados/ paliativos;
4) reforço da verba e atividades de promoção da saúde.
Por seu lado, Teresa Nascimento advertiu para “a grande externalização nos meios complementares de diagnóstico e terapêutica”, quando “há vagas nos quadros dos ACeS para técnicos de diagnóstico e terapêutica, para psicólogoso e que não se podem preencher, pois não se abrem concursos”.
Na sua intervenção, Bruno Maia criticou o PSD por usar dados falsos sobre as despesas do país com Saúde, pois ao contrário do que é dito, “Portugal gasta menos que a maioria e a média dos países da União Europeia e da OCDE”. E continuou, “ao mesmo tempo, os indicadores de saúde são dos melhores do mundo”.
O médico assumiu que “o SNS, apesar de tudo, é relativamente eficiente e acessível, do ponto de vista da gestão financeira”, apesar da atual “incapacidade para fixar recursos humanos”. E concluiu que “a proposta do Bloco, feita desde há vários anos, de oferecer carreiras em exclusividade é extremamente importante”, uma vez que “há demasiados profissionais em pluriemprego”.
A iniciativa do Bloco de Esquerda foi a primeira de várias, sendo todas transmitidas em direto no Facebook. As próximas sessões online estão previstas para os dias 10, 15, 22 e 28 terão como temas: “Regionalização: Quimera ou urgência?”, “Juventude, vida adiada?!”
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