Economia

Quase 7% dos trabalhadores já meteram baixa por covid-19

Já foram atribuídas 509 mil baixas a 310 mil pessoas desde o início da pandemia — quase 7% da população empregada já beneficiou do subsídio depois de ter ficado doente com covid-19. A medida já custou 107 milhões de euros ao Estado.

Desde o início da pandemia, já quase 7% da população empregada em Portugal teve direito a um subsídio por doença covid-19. De acordo com os dados fornecidos pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, até 22 de Junho “foram deferidos 509 mil subsídios por doença covid-19” a um total de 310 mil pessoas. A medida já custou 107 milhões de euros ao Estado.

O apoio destina-se “aos trabalhadores que exercem actividade por conta de outrem, aos trabalhadores independentes, aos membros de órgãos estatutários e aos trabalhadores do serviço doméstico” que estejam impedidos de trabalhar devido à covid-19, lê-se no site da Segurança Social. É paga 100% da remuneração durante um período máximo de 28 dias – “ao qual é descontado o período de isolamento profiláctico, se tiver existido”.

Feitas as contas, 6,67% da população empregada em Portugal teve direito a este subsídio. De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, referentes a Janeiro de 2020, a população empregada corresponde a 4,65 milhões de pessoas em Portugal. Este indicador engloba todas as pessoas com idade igual ou superior a 16 anos e que trabalharam pelo menos uma hora de forma remunerada.

Olhando para a população activa – ou seja, toda a mão-de-obra disponível, a partir dos 16 anos, incluindo os desempregados – a percentagem de pessoas que meteu baixa por covid-19 desce ligeiramente, para 6,14%. Actualmente, a população activa corresponde a pouco mais de cinco milhões de pessoas.

Os 509 mil subsídios por doença covid-19 atribuídos desde o início da pandemia explicam-se pelo facto de uma pessoa poder “pedir mais do que um requerimento desta prestação, por exemplo se beneficiar da prorrogação da baixa”, explica o ministério numa resposta por e-mail.

O pico dos pedidos deste subsídio coincidiu com o pico da terceira vaga da pandemia, em Janeiro. De mãos dadas com o aumento exponencial de casos positivos, foram feitos “cerca de 156 mil pedidos” de subsídio de doença por covid-19.

De acordo com os dados disponíveis no site Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP), referentes ao período desde o início da pandemia até ao início de Maio de 2021, no período de dez meses entre Março e Dezembro de 2020 foram pedidas 296 mil baixas por doença.

Não estão disponíveis os dados para cada um desses meses, mas, feitas as contas, trata-se de uma média de 29 mil baixas por mês. O pico aconteceu em Janeiro e os números altos de pedidos prologaram-se até Fevereiro, mês em que se registaram 86.133 pedidos de baixa. Em Março, esse número baixou para 13 mil e na totalidade do mês de Abril foram pedidas nove mil baixas.

Cerca de 54% do total de pedidos foram feitos por pessoas do sexo feminino. Os distritos que mais pedidos registaram foram Lisboa (143 mil) e Porto (117 mil), de acordo com o Ministério do Trabalho.

Olhando para o número de baixas por isolamento (baixas atribuídas a pessoas que tiveram contactos de risco e que por isso têm indicações do delegado de saúde para ficarem em isolamento profiláctico), o pico registou-se no mês de Fevereiro, com 150 mil pedidos, de acordo com os dados do GEP. Em Janeiro foram feitos 96.381 pedidos de baixa por isolamento.

No total, foram atribuídas 384.640 baixas por isolamento do próprio (após contacto de risco) e 91.078 para cuidar de um descendente – sendo que, dessas, 76.989 foram atribuídas a mulheres e 14.089 a homens.

Fonte: Público

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