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Portugal critica desvio de avião e pede “libertação imediata” de jornalista bielorrusso

O Ministério português dos Negócios Estrangeiros condenou a aterragem forçada na Bielorrússia de um avião em que seguia o jornalista Roman Protasevich. O secretário-geral da NATO e vários países europeus já exigiram uma explicação à Bielorrússia.

O Ministério português dos Negócios Estrangeiros considerou este domingo “inaceitável” e merecedora de uma “firme condenação” a aterragem forçada na Bielorrússia de um avião em que seguia o jornalista Roman Protasevich, pedindo a “libertação imediata” deste.

“A aterragem forçada hoje na Bielorrússia de um avião europeu, em rota entre duas capitais da União Europeia, é inaceitável e merece a nossa firme condenação. Exigimos a libertação imediata de Roman Protasevich”, publicou o ministério português na plataforma social Twitter.

O ministério tutelado por Augusto Santos Silva lembrou que “o Conselho Europeu discutirá este assunto amanhã [segunda-feira]”, à semelhança do anunciado esta tarde pelo porta-voz do presidente deste organismo europeu, também no Twitter.

Num comunicado enviado às redacções, a Iniciativa Liberal também “condena veemente o acto de terrorismo de Estado cometido” e incita o Estado português a tomar uma acção. Para o partido, é “absolutamente inaceitável que o regime da Bielorrússia desvie um avião comercial europeu entre países da União Europeia”, “faça reféns 150 cidadãos durante horas” e “detenha um jornalista cuja segurança agora está em risco”.

Vários países europeus já exigiram uma explicação à Bielorrússia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considerou “totalmente inaceitável” a aterragem forçada em Minsk do avião da Ryanair, que seguia de Atenas para Vílnius e sublinhou que “qualquer violação das regras de transporte aéreo internacional deve ter consequências”.

Também o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, considerou que o desvio do avião é “um incidente sério e perigoso que requer investigação internacional”.

O avião da Ryanair fazia um voo entre a Grécia e a Lituânia, dois países membros da NATO.

Roman Protasevich, cujo canal Nexta na rede social Telegram se tornou na principal fonte de informação nas primeiras semanas de protestos antigovernamentais após as eleições presidenciais de Agosto de 2020, viajava de Atenas para Vílnius e acabou detido pelas autoridades bielorrussas, quando os cerca de 120 passageiros do avião da Ryanair foram forçados a submeter-se a novo controlo em Minsk devido a um suposto aviso de bomba.

Por seu lado, o primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, defendeu hoje que o Conselho Europeu deve decidir, na reunião de segunda-feira, sanções à Bielorrússia, incluindo a proibição de a companhia Belavia aterrar em aeroportos da UE.

Fonte: Público

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