Ciência

Portugal e Canadá renovam cooperação para investigação científica sobre o Árctico

Memorandos foram assinados à margem da conferência internacional Arctic Science Summit Week 2021, que decorre até esta sexta-feira em formato digital a partir de Lisboa.

Portugal e Canadá renovaram a cooperação para a investigação científica sobre o Árctico através de um memorando de entendimento que dá continuidade à transferência de conhecimento e ao intercâmbio de investigadores.

O memorando foi assinado entre o Colégio de Ciências Polares e de Ambientes Extremos da Universidade de Lisboa (UL) e duas instituições canadianas – o Centro de Estudos Nórdicos e o Instituto Nórdico do Quebeque.

O investigador do Instituto Superior Técnico da UL João Canário, que faz parte do comité científico do Colégio de Ciências Polares, disse à agência Lusa que o memorando renova a cooperação luso-canadiana na investigação científica sobre o Árctico prevista desde 2014 e que inclui “transferência de conhecimentos” e intercâmbio de alunos de mestrado e doutoramento a fazerem investigação sobre a região polar.

Um outro memorando foi também assinado esta quinta-feira para cimentar a parceria entre o projecto internacional no Árctico T-MOSAiC, liderado por João Canário, e a rede ArcticNet, que agrega universidades e centros científicos do Canadá para estudar os impactos das alterações climáticas na região Norte do país.

O projecto T-MOSAiC (Observatórios Terrestres Multidisciplinares para o Estudo dos Efeitos do Clima Árctico) tem-se concentrado em compreender como o ambiente terrestre do Norte é afectado pela mudança do gelo marinho e pelas condições climáticas do oceano.

Os dois memorandos foram assinados à margem da conferência internacional Arctic Science Summit Week 2021, que decorre até esta sexta-feira em formato digital a partir de Lisboa, juntando cientistas que fazem investigação sobre o Árctico.

Numa nota de agenda, o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior adianta que ambos os memorandos “visam aprofundar o estudo do Árctico e as alterações climáticas a ele associadas de modo a desenvolver a modernização daquela região e encontrar estratégias de adaptação e acções políticas para fazer face aos impactos das mudanças climáticas nas populações”.

Fonte: Público

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