Cultura

Prémio Pritzker 2021 atribuído aos arquitectos Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal

O atelier francês Lacaton & Vassal tem uma obra inovadora na área da reabilitação.

O Prémio Pritzker de 2021 foi atribuído à dupla de arquitectos franceses Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal​, anunciou a organização esta terça-feira, que tem uma obra inovadora na área da reabilitação. Um dos seus projectos mais conhecido é a renovação do Palais de Tokyo, um centro de arte contemporânea em Paris.

“A obra de Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal reflecte o espírito democrático da arquitectura. Através das suas ideias, abordagem à profissão e edifícios, eles provaram que é possível estabelecer um compromisso com uma arquitectura de reabilitação que é ao mesmo tempo tecnológica, inovadora e ecologicamente responsável sem procurar a nostalgia”, defende o júri que a partir desta edição passou a ser presidido pelo arquitecto chileno Alejandro Aravena, Prémio Pritzker de 2016. A Trienal de Arquitectura de Lisboa atribuiu o Prémio Carreira aos dois arquitectos franceses em 2016, pondo também o enfoque na sua abordagem à reabilitação.

“Com os seus projectos de habitação privada e social, instituições culturais e universitárias, espaços públicos e intervenções urbanas, Lacaton e Vassal propõem uma sustentabilidade que dá atenção às estruturas pré-existentes, concebendo projectos que começam por fazer um inventário do que já existe”, diz também o júri.

Outro dos seus projectos conhecidos é a reconversão que fizeram em 2011 de uma torre de 17 andares, originalmente construída nos anos 60. Juntamente com o arquitecto Frédéric Drout, propuseram que este exemplo da arquitectura mal-amada dos projectos sociais do final do Movimento Moderno fosse reabilitada em vez de destruída: os arquitectos conseguiram aumentar o espaço de cerca de 100 apartamentos ao retirarem as fachadas de betão que lhes permitiu acrescentar espaçosas varandas. O mesmo conceito foi aplicado noutros três blocos de edifícios, o Grand Parc de Bordéus (2017), a um conjunto de 530 apartamentos. “A transformação resultou numa dramática renovação do complexo de habitação social”, continua o comunicado de imprensa, “sem provocar o desalojamento dos seus habitantes e por um terço do preço da demolição e de uma nova construção”.

Na última edição, o prémio atribuído pela Fundação Hyatt distinguiu a dupla de arquitectas irlandesas Yvonne Farrell e Shelley McNamara, que comissariaram a Bienal de Arquitectura de Veneza de 2018. O Pritzker, a distinção mais importante na área da arquitectura, já foi dado a dois arquitectos portugueses, Álvaro Siza (1992) e Eduardo Souto de Moura (2011).

Fonte: Público

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