Salvaterra de Magos

Marinhais: muitos habitantes queixam-se do mau estado das estradas

Com a chuva que se fez sentir nas últimas semanas, a maioria das estradas de terra batida na vila de Marinhais transformaram-se num verdadeiro quebra cabeças para muitos habitantes. Muitos deles queixam-se de ter ligado para a Junta de Freguesia e para a Câmara Municipal mas não obtiveram nenhumas respostas para as suas reclamações. 

Durante vários dias consecutivos recebemos alguns emails e telefonemas de habitantes de Marinhais, a fazerem queixas em relação ao mau estado em que se encontravam as estradas em terra batida na zona periférica do Vale Cilhão, na estrada próximo da linha ferroviária e na Serra.

No Vale Cilhão, algumas pessoas que decidiram habitar em Marinhais confrontam-se com estas situações inusitadas
Foto: José Peixe

No dia 5 de Março, decidimos ir ver para crer e agendamos encontro com João Evaristo Cerqueira, natural do Alto Minho mas a viver em Marinhais há mais de 25 anos.

“É bom que o senhor tenha aceitado vir ao terreno ver como estão algumas estradas, porque eu já falei pessoalmente com o senhor vereador Noel Caneira mas percebi que não havia interesse em resolver este problema. Também liguei várias vezes para a Junta de Freguesia, mas nunca consegui falar com o senhor presidente Joaquim Cardoso. É uma vergonha que procurem ignorar o estado deplorável em que se encontram dezenas de estradas na vila de Marinhais!”, afirmou sem papas na língua João Cerqueira.

A Rua Custódio Russo em Marinhais transformou-se numa mini albufeira
Foto: José Peixe

Deslocamo-nos à Rua Custódio Russo e deparamo-nos com uma verdadeira barragem a céu aberto. “Há muito que o senhor vereador Noel Caneira conhece este problema, mas a verdade é que até agora ninguém fez nada. O proprietário que comprou o terreno decidiu tapar a vala e veja bem como ficou a estrada. Este assunto resolve-se quando há vontade política para o resolver”, sublinhou o nosso interlocutor.

Fizemos uma volta pela zona periférica do Vale Cilhão e a maioria das estradas estava intransitável. Na estrada paralela à linha de caminho de ferro, não se podia circular. E próximo do antigo forno de tijolo, deparamo-nos com buracos há muito caídos no esquecimento. Verdadeiras armadilhas para quem não os conhece.

José Peixe | Texto e Fotos | Jornalista e Editor do “RibatejoNews”

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