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Papa vai mesmo visitar o Iraque porque não quer desapontar o povo

Francisco confirmou a sua visita oficial que começa na sexta-feira. Disse querer conhecer o povo e visitar os locais sagrados que o anterior sumo pontífice não teve autorização para ver.

O Papa Francisco confirmou nesta quarta-feira que vai visitar o Iraque, onde o seu antecessor João Paulo II não foi autorizado a ir no ano de 2000, porque “não se pode desapontar o povo pela segunda vez”.

No final da sua audiência geral, o Papa Francisco, que tem planeado iniciar a sua viagem em Bagdade na sexta-feira, apelou aos fiéis para rezarem para que a visita “possa ter lugar da melhor maneira possível e dar os frutos desejados”.

Francisco não fez qualquer referência à situação de segurança que tem vindo a deteriorar-se no Iraque. Na passada quarta-feira pelo menos dez rockets foram disparados contra uma base aérea que acolhe tropas iraquianas, dos EUA e da coligação.

Em 2000, o Papa João Paulo II teve de cancelar a viagem que planeava ao Iraque, depois de um desentendimento com o governo do então líder iraquiano Saddam Hussein.

“Há já algum tempo que quero conhecer aquele povo que tanto sofreu, e conhecer a Igreja martirizada”, disse o Papa Francisco.

A comunidade cristã minoritária do Iraque tem sido assolada por guerras e pelos ataques de insurgentes ligados ao Daesh. Na sua visita, o Papa Francisco visitará a antiga fortaleza do Daesh em Mossul, onde as igrejas ainda mostram as marcas do conflito.

“O povo do Iraque espera-nos. Estiveram à espera do Santo Papa João Paulo II, que não teve autorização para lá ir. Não podemos desapontar o povo pela segunda vez. Rezemos para que esta viagem corra bem”, disse ele.

Além da fortaleza de Mossul, Francisco visitará Ur, a terra natal do profeta Abraão, que é venerado por cristãos, muçulmanos e judeus, e também se irá encontrar com o clérigo muçulmano xiita, o Grande Ayatollah Ali al-Sistani, de 90 anos.

“Na terra de Abraão, juntamente com outros líderes religiosos, também avançaremos mais um passo na fraternidade entre os crentes”, disse Francisco.

Al-Sistani é uma das figuras mais importantes do Islão xiita, tanto dentro como fora do Iraque, tem um vasto número de seguidores entre a maioria xiita iraquiana e uma grande influência na política e na opinião pública.

Durante a visita do Papa, cerca de 10 mil membros das forças de segurança estarão responsáveis pela sua protecção, sendo que grande parte da sua viagem deverá ser feita em veículos blindados.

Devido às restrições impostas face ao coronavírus, o número de pessoas que vão poder ver o Papa foi estritamente limitado.

Fonte: Público

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