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Espanha a “ferro e fogo” por causa da prisão do rapper Pablo Hasél

Pablo Hasél: Quem é afinal de contas o rapper catalão que se tornou no inimigo número um da Coroa Espanhola?

Condenado a nove meses de prisão, e detido na passada segunda-feira após uma ação da polícia catalã, o rapper Pablo Hasél está no centro de uma nova onda de manifestações por Espanha, que já provocou dezenas de feridos e levou a várias detenções. Em causa, a liberdade de expressão – ou a falta dela. Mas quem é o músico que tornou a cantiga numa arma ilegal?

Por toda a Espanha prosseguem as manifestações a exigir a libertação de Pablo Hasél
Foto: D.R

A Catalunha voltou a sair às ruas. Desde segunda-feira-feira, dia em que o rapper Pablo Hasél foi detido pelas autoridades após se ter barricado na Universidade de Lérida, que Barcelona tem sido o epicentro de uma onda de protestos, com milhares de pessoas a pedir a sua libertação. 

Em causa está, grosso modo, a defesa da liberdade de expressão, mas poder-se-á fazer uma leitura mais abrangente: este é apenas mais um capítulo de uma luta que só terminará, para muitos, com a eliminação, na Catalunha, de todos os vestígios do poder central espanhol e com a independência da região. 

Se as ruas de Barcelona se enchem não é só porque os seus residentes clamam pela liberdade de dizerem o que bem entenderem, mas sobretudo porque Hasél é um deles – alguém que escreve, no Twitter, palavras de ordem como «apoiar a independência significa apoiar o fim do regime fascista [espanhol]». 

Mas não é tudo. Estes protestos são, também, o culminar de uma onda de indignação gerada pela promulgação, em 2015, pela mão do então governo (liderado pelo Partido Popular, de Mariano Rajoy), da Lei de Segurança Pública espanhola, que já levou diversos artistas e personalidades aos tribunais por violações da mesma. Apelidada de “Lei Mordaça”, e criticada por várias organizações de defesa de direitos humanos, a lei restringe, por exemplo, aquilo que a um cidadão espanhol é permitido fazer durante manifestações — como realizá-las junto ao Congresso, ao Senado e aos parlamentos autonómicos ou captar imagens das autoridades.

Fonte: Sapo 24 Notícias

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