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Mario Draghi aceitou missão de formar Governo de unidade em Itália

“É um momento difícil. O Presidente recordou a dramática crise sanitária e os seus graves efeitos na vida das pessoas, na economia e na sociedade. A emergência requer soluções à altura”, disse o antigo presidente do BCE.

O ex-presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, aceitou a missão de formar um Governo de unidade em Itália, após o fracasso das negociações políticas para reeditar o executivo de Giuseppe Conte.

“É um momento difícil. O Presidente recordou a dramática crise sanitária e os seus graves efeitos na vida das pessoas, na economia e na sociedade. A emergência requer soluções à altura. Respondo positivamente ao chamamento do Presidente”, disse Draghi nesta quarta-feira, após uma reunião com o chefe de Estado, Sergio Mattarella.

Draghi admitiu que será um desafio “vencer a pandemia, continuar a campanha de vacinação e relançar o país”, mas disse estar “confiante de que a união surgiria das discussões com os partidos políticos e os grupos parlamentares” que agora se seguem.

Após o encontro com Mattarella, Draghi seguiu para o parlamento italiano para uma reunião com o presidente da câmara baixa, Roberto Fico.

Mattarella pediu na terça-feira à noite a Draghi para formar Governo para enfrentar imediatamente a crise económica e sanitária causada pela pandemia de covid-19 e também como alternativa às eleições antecipadas, que podiam ver chegar ao poder a extrema-direita.

Mattarella pediu ao Parlamento para aprovar o Governo formado com pessoas de “elevado perfil” – como lhe chamou.

“Peço às forças políticas do país que dêem vida a um Governo que não se identifique” com qualquer partido e que tenha “um elevado perfil” para “enfrentar a actual emergência”, disse Mattarella.

A convocação de Draghi surgiu depois de Roberto Fico, lhe ter comunicado o fracasso da sua mediação para se formar um novo Governo, após a crise política aberta por Matteo Renzi, líder do partido Itália Viva (IV), ao retirar os seus ministros da equipa de Conte por divergências sobre a aplicação das verbas da Comissão Europeia, 200 mil milhões de euros, para o plano de recuperação depois da pandemia.

Fonte: Público

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