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Joe Biden já é o Presidente dos EUA

Joseph Robinette Biden Jr., 78 anos, é oficialmente Presidente dos Estados Unidos da América. Donald Trump partiu para a Florida, depois de discurso para familiares, amigos e conselheiros em que destacou o que considera as principais conquistas da sua Administração.

Num discurso marcado por apelos à união, num país ameaçado pelo extremismo e dividido por um ressentimento cada vez mais profundo, o novo Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, prometeu abrir um novo capítulo na relação entre a Casa Branca e “todos os americanos”, assente em qualidades como “o respeito, a honra e a verdade”

Sem nunca se ouvir o nome de Donald Trump, foi impossível não pensar no ex-presidente dos EUA desde as primeiras palavras do discurso de Joe Biden: “Hoje comemoramos o triunfo, não de um candidato, mas de uma causa – a causa da democracia.”

Logo após a sua tomada de posse, Biden assinou uma ordem executiva (entre várias que vai assinar ao longo do dia), para fazer com que os EUA regressem ao Acordo de Paris, invertendo uma decisão de Donald Trump.

O processo de reentrada no acordo internacional demora um mês — o que significa que, oficialmente, os EUA estiveram fora do acordo apenas alguns meses, desde a sua saída em Novembro. Mas a hostilidade de Trump e o seu apoio aos combustíveis fósseis poluentes deixaram a equipa de Biden com muito por recuperar, de acordo com vários analistas políticos ouvidos pela Reuters.

O clima será um dos pontos-chave para Washington: depois de reentrar no acordo climático de Paris, o executivo tenciona estabelecer uma meta de redução de emissões dos EUA para 2030 e produzir um plano de acção climática nacional mais forte.

O Presidente dos EUA assinou, esta quarta-feira, várias ordens executivas para inverter algumas políticas de imigração postas em prática por Donald Trump — embora os peritos alertem que demorará vários meses até que entrem em vigor. Biden propõe-se a abrir caminho à cidadania para milhões de imigrantes que vivem ilegalmente nos Estados Unidos.

As ordens executivas assinadas numa cerimónia na Casa Branca incluíram o levantamento imediato da proibição de deslocação a 13 países (maioritariamente muçulmanos e africanos); a suspensão da construção do muro fronteiriço entre os EUA e o México e a inversão de uma ordem Trump, que impede que migrantes que se encontram ilegalmente nos Estados Unidos sejam contados para os distritos do Congresso.

Biden assinou ainda uma ordem executiva que prevê o fortalecimento da DACA, que protege os direitos de menores que tenham ido ilegalmente para os EUA.

Fonte: Público

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