Actualidade

Confinamento: Aqui fica a “receita” para salvar vidas sem matar a economia

“Os portugueses cumprem. Quando lhes são impostas medidas, os portugueses são exemplares. O mesmo vale para quando não há medidas, aí também aproveitam”, avalia Nuno Santos, director da PSE e um dos autores do estudo “Mobilidade, Pandemia, Economia – Impactos e Efeitos Multiplicadores”

Segundo o trabalho efectuado pela jornalista Andrea Cunha Freitas, do jornal “Público”, um trabalho feito pela «consultora PSE, especializada em ciências de dados, concluiu que há uma combinação de medidas que garante “uma eficácia máxima” com o difícil equilíbrio entre restrições da mobilidade, controlo da pandemia e protecção da economia.»

O incentivo de aulas online para alunos no 3º ciclo e acima disso, a limitação da lotação dos transportes públicos e o reforço da oferta, restrições horárias das compras por segmentos etários e a manutenção (obrigatória) do teletrabalho são as quatro medidas que segundo a consultora PSE, especializada em ciência de dados, serão capazes de garantir uma eficácia máxima, com o mínimo de danos.

O trabalho apresenta várias simulações combinando diferentes cenários para identificar um “pacote” de medidas que garante o mínimo impacto na economia e a máxima eficácia no controlo da pandemia, a partir de uma análise dos padrões de mobilidade da população portuguesa.

Desde o início da pandemia que a empresa especializada em ciência de dados segue a par e passo o rasto da mobilidade da população portuguesa, procurando avaliar o impacto das várias medidas restritivas em vigor em diferentes alturas. Com dados sobre o chamado stock de população que anda nas ruas a todas as horas do dia, a análise dos movimentos dos portugueses permite não só saber quantos se movimentam, mas também a que horas e a que grupos etários pertencem.

Os dados servem muitos estudos e um deles, concluído recentemente, apresenta simulações de várias medidas para o controlo da pandemia, mas com a preocupação de ter o mínimo impacto possível na economia.

Nota da Redacção: Um artigo que merece ser lido até ao fim no jornal “Público”:

O estudo constata que obviamente a maneira mais eficaz de controlar o número de contactos e contágios – e, dessa forma, reduzir o número de novos casos – seria através de um lockdown total. No entanto, como já se sabe, a medida extrema de simplesmente “mandar toda a gente para casa” teria consequências sociais e económicas devastadoras.

 

Mostrar mais

Related Articles

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back to top button
Close
Close

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker