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Azambuja: Central fotovoltaica da Torre Bela foi suspensa pelo ministro do ambiente

Segundo o jornal "Público" de ontem, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes tem defendido que "matança de animais não pode estar relacionada com projecto de produção de energia, mas da manhã para a noite mudou de discurso e equaciona agora reformulação de estudo de impacto ambiental."

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, suspendeu o processo de avaliação de impacto ambiental que estava em curso para instalar uma central fotovoltaica na herdade da Torre Bela, no concelho da Azambuja, onde foram mortos 540 animais numa caçada realizada na passada semana.

Apesar de sempre ter dito que a matança não podia estar relacionada com este projecto, o governante assinou esta quarta-feira um despacho em que determina “a suspensão imediata do procedimento de avaliação de impacte ambiental, incluindo a consulta pública, referente às centrais fotovoltaicas (…), considerando que se localizam dentro da Quinta da Torre Bela, onde ocorreu uma montaria durante a qual foram abatidos mais de 500 animais, factos que motivaram comunicação ao Ministério Público”.

João Pedro Matos Fernandes deu ainda um mês à Agência Portuguesa do Ambiente para averiguar se, perante os factos ocorridos, o estudo de impacte ambiental apresentado pelo promotor da central deve ser reformulado ou ampliado, refere um comunicado de imprensa divulgado à hora de jantar. De manhã, numa visita que fez a Montemor-o-Velho, o discurso tinha sido algo diferente: “Não é possível construir uma central fotovoltaica num espaço onde existem animais de grande porte, mas não há qualquer relação entre isso e a chacina da semana passada”.

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