Sociedade

No Dia dos Finados, há cemitérios fechados, visitas de 15 minutos e limite de cinco pessoas junto de cada campa

São várias as restrições impostas pelos cemitérios de todo o país, como não tocar nas campas e tempo contado para estar no perímetro. A juntar-se a elas estão as medidas do Governo, que proíbem a mobilidade entre concelhos provisoriamente.

A circulação entre concelhos do continente está proibida entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro, ou seja, durante o fim de semana correspondente ao Dia de Finados. Assim, se tem planeado ir a um cemitério no Dia de Todos os Santos, para além dessa restrição, deve confirmar se o cemitério está aberto, já que devido à pandemia de Covid-19 muitos decidiram fechar.

Esta sexta-feira, o jornal Público noticia que vários cemitérios já anunciaram que não abrirão. Entre eles estão Barcelos, Famalicão, Guimarães, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Póvoa de Varzim, Santa Maria da Feira, Vila do Conde e S. João da Madeira.

Por outro lado, há cemitérios que garantem estar abertos, como Braga, Cascais, Coimbra, Gaia, Olhão, Porto, Vila Real e Viana do Castelo.

Gondomar não vai abrir os 25 cemitérios já este fim-de-semana. O presidente da autarquia, Marco Martins, disse ao Público que o espaço entre campas é diminuto. Por isso, o horário dos cemitérios foi alargado durante a semana. “Não tem havido grande contestação”, disse.

Para além dos pedidos de respeito pelos circuitos de deslocação, do uso de máscara, da higienização de mãos e do distanciamento físico, há mais medidas.

Em Olhão, é proibido limpar sepulturas e jazigos. Na Marinha Grande, recomenda-se o uso de utensílios próprios, como regadores e vassouras.

Em Braga, é permitido permanecer até uma hora; em Gaia, 45 minutos, em Amares, 30 minutos. Já em Vila Verde, são 15 minutos. O Público avança que algumas autarquias pediram às forças de segurança para controlar estas questões.

Ao mesmo diário, o padre Manuel Barbosa, porta-voz do Conferência Episcopal Portuguesa, pede equilíbrio entre “os imperativos de proteger a saúde pública e o respeito pelos direitos dos cidadãos”. Sublinha que não têm nada a acrescentar. “Achámos que é possível este equilíbrio. O que se deseja é que os cemitérios estejam abertos”, ainda que sejam necessárias “medidas suplementares de proteção”.

Fonte: MadreMedia

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