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Aquecimento Global: O Ártico está a “desfazer-se” mais depressa do que o previsto

A plataforma Milne com 4 mil anos desabou no mar. As mudanças climáticas estão a fazer com que o Ártico desapareça e, caso não se reduza as emissões de efeito de estufa, poderá deixar de existir. Devido ao aquecimento global, a Agência Internacional de Energia está a exigir cortes de carbono drásticos.

1. O Ártico continua a desaparecer. Quanto mais tempo irá durar?

O Ártico está a “desfazer-se” mais depressa do que os cientistas tinham previsto e, se as emissões de gases de efeito de estufa permanecerem na trajetória atual, poderá haver uma aumento da temperatura global em até 4ºC até 2050, diz o The Guardian.

No final de julho, a última plataforma de gelo totalmente intacta do Canadá deixou de existir: 40% da plataforma de gelo Milne, que tem 4 mil anos, desabou no mar. O norte da Sibéria e o Ártico canadiano estão agora a aquecer três vezes mais rápido do que o resto do mundo. Na última década, as temperaturas do Ártico aumentaram em quase 1ºC.

O The Guardian, em uma reportagem multimédia, analisa o quão prejudicial são as mudanças climáticas para este ecossistema frágil e o que ainda podemos fazer para prevenir que desapareça por completo.

2. A maior agência de energia do mundo está a exigir cortes de carbono agressivos

No seu relatório anual, a Agência Internacional de Energia (IEA) afirma que o mundo está a caminho de um aquecimento acima da meta do Acordo de Paris de 1.5ºC.

A agência, notória pelo seu conhecimento sobre combustíveis fósseis, traçou um plano para os países passarem a usar mais energia renovável em um cronograma agressivo. Retirar substancialmente os combustíveis fósseis do sistema energético, refere a Bloomberg News, custaria 25% mais do que os 46 biliões de euros de investimento previstos até 2040.

“Há muito trabalho a ser feito no setor de energia”, disse a diretora executiva da IEA, Fatith Birol. “Mas as ações do setor de energia não serão suficientes.”  Além do investimento, as pessoas em todo o mundo — não apenas em países desenvolvidos e megacidades — terão de adotar mudanças comportamentais sem precedentes.

Para ler na íntegra em Bloomberg Green 

3. O Rio Grande, no Novo México, está seco há meses. Qual foi o impacto que teve?

Durante todo o verão o Rio Grande, no Novo México esteve seco. Face às condições secas e quentes que persistem agora durante o outono, a New Mexico PBS examinou os impactos perigosos que a seca do rio pode ter sobre a vida selvagem local.

Os fluxos baixos e os trechos secos afetam espécies ameaçadas de extinção e outras aves migratórias que chegam ao Novo México para a estação.

Para ver na íntegra em New Mexico PBS

4. Sim, há lixo no Espaço. E o problema é tão ou mais grave do que na Terra

Engane-se quem pensar que o Homem apenas polui o planeta azul. A exploração espacial humana resulta tanto em benefícios para a sociedade, como também causa consequências negativas. A poluição espacial em órbitas terrestres é uma das mais graves, e pode até pôr em causa o futuro espacial.

Por isso, é fundamental mitigar e prevenir a acumulação de lixo espacial, tendo uma estratégia de sustentabilidade espacial. Atualmente já há nações espaciais que começaram a juntar esforços no controlo de detritos espaciais através de colaboração internacional.

Por cá: Ativistas saem à rua neste sábado para “Resgatar o Futuro, Não o Lucro”

Cerca de quatro dezenas de associações e coletivos exigem “um plano massivo de empregos públicos para resgatar as pessoas e o clima”, como pode ser lido num comunicado a que o SAPO24 teve acesso. A plataforma “Resgatar o Futuro, Não o Lucro” convocou três protestos para este sábado, 17 de outubro: Lisboa, Guimarães e Porto.

“O que nós queremos é uma resposta para a situação de emergência que atravessamos”, disse um dos porta-vozes da plataforma, Manuel Araújo, em entrevista ao SAPO24. Explica ainda que esta emergência é social e económica, mas também climática: “houve uma queda inédita do PIB, várias pessoas ficaram desempregadas e não conseguem pagar as rendas de casa. Mas ao mesmo tempo continua a haver uma crise climática que torna-se cada vez mais intensa e prestes a tornar-se irreversível – por exemplo, só neste verão 4,7 milhões de pessoas foram afetadas por cheias no Bangladesh”.

A solução que a plataforma defende é que sejam aplicados planos e medidas de recuperação que tenham como prioridade “direitos e respostas às necessidades básicas e condições de habitabilidade do planeta” ao invés  da “maximização do lucro”.

No fim da manifestação irá haver alguns discursos sobre vários temas: sobre o orçamento de estado irá falar o membro do Climáximo (coletivo pela ação climática) João Reis; trabalho, precariedade social e empregos para o clima estará a cabo dos Precários Inflexíveis (associação de combate à precriedade); serviços públicos, que inclui os temas de habitação e feminismo, pelas vozes d’A Coletiva (coletivo feminista) e do Rés do Chão (associação pelo direito à habitação); também a Greve Climática Estudantil marca presença, com uma intervenção sobre a ação climática: estratégia 2030 e o Acordo de Glasgow; por fim, o SOS Racismo e o Coletivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira de Lisboa irá falar sobre o racismo e a extrema direita.

Fonte: MadreMedia

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