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Portugal entra em estado de calamidade

O Governo anunciou por intermédio do primeiro ministro António Costa que vai elevar o estado de alerta em todo o território continental, elevando o estado de contingência em vigor para o estado de calamidade.

De acordo com António Costa, esta mudança trará:

  • Mais restrições em ajuntamentos e em celebrações pessoais (os casamentos passam a poder ser festejados apenas com 50 convidados);
  • Deslocações entre regiões podem ser limitadas.

O primeiro ministro começou a sua declaração no final do encontro do Conselho de Ministros a assinalar a subida dos casos diários de Covid-19 por todo o mundo. “Infelizmente, Portugal não é excepção e podemos classificar a evolução da pandemia no nosso país como uma evolução grave”, assinalou António Costa.

Entre as novas medidas que o Governo acaba de anunciar está o uso obrigatório de máscara na rua (e não apenas em espaços fechados). A medida terá ainda de ser aprovada pelos deputados na Assembleia da República. “Mas mais do que a lei e da fiscalização das autoridades, é a fiscalização da nossa consciência que se impõe”, diz o primeiro-ministro.

Além da máscara, o Governo quer também tornar obrigatório o uso da aplicação StayAway Covid (até agora facultativo) em contexto laboral, escolar e por alguns funcionários da Administração Pública.

“É consensual na sociedade portuguesa que temos de evitar a todo o custo sacrificar aquilo que é essencial. Em primeiro lugar, a capacidade do Serviço Nacional de Saúde responder aos doentes Covid, mas também a toda a atividade assistencial não Covid, a que tem que dar resposta, em segundo lugar, a necessidade de prosseguir sem incidentes ou novas interrupções as atividades letivas em todos os graus de ensino e evitar medidas que contribuam para aprofundar a crise económica e social que ameaçam o emprego e o rendimento das famílias. Temos por isso, como temos dito, de assentar o controle da pandemia nos comportamentos individuais de cada um de nós e no apelo à responsabilidade individual para todos contribuirmos para controlar esta pandemia”, António Costa.

Os ajuntamentos, que até agora estavam limitados a dez pessoas, terão novas regras. A partir de quinta-feira, os encontros passam a estar limitados a um máximo de cinco pessoas.

“Temos de dar um sinal claro de que esses eventos familiares são possíveis, mas têm de ser limitados. Infelizmente o covid-19 não se afasta desses eventos. Isto não quer dizer que os noivos não se beijem, mas tem de haver algum recato e distanciamento com os restantes convidados”, explica o primeiro-ministro.

Por isso, a partir desta quarta-feira, todos os eventos marcados (como baptizados e casamentos) passam a ter um limite máximo de 50 convidados.

O Governo aponta algum cansaço à população e compreende que também no sector da restauração as medidas de higiene e segurança tenham vindo a ser desleixadas. Por isso, urge passar uma mensagem de que o vírus continua activo. “Evitámos adoptar novas restrições. O que reforçámos foram as medidas para garantir que as restrições são cumpridas. Ao longo dos últimos meses [alguns sectores] têm vindo a deslaçar-se das regras que estavam estipuladas e por isso aumentámos a fiscalização e as coimas“, justifica.

 

 

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