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Ministério Público investiga bancários por suspeita de encobrir clientes em lavagem de dinheiro

O Ministério Público está a investigar várias entidades bancárias. Em causa estão suspeitas de que estejam a encobrir clientes em crimes de branqueamento de capitais.

Branqueamento de capitais, também conhecido como lavagem de dinheiro: processo pelo qual os criminosos encobrem a origem dos bens e rendimentos obtidos ilicitamente, transformando-os em dinheiro legal.

Nesta área, o setor financeiro está sujeito a regras para prevenir e combater o branqueamento, como a identificação de clientes e a análise e comunicação de operações que levantem suspeitas. Contudo, tal nem sempre acontece.

Segundo o Jornal de Notícias, existem bancários não estarão a comunicar às autoridades os valores em causa e a identificação das pessoas que realizam depósitos de elevados montantes em dinheiro.

Por isso, o Ministério Público (MP) mandou abrir uma investigação a duas dependências bancárias no Porto e em Braga, que terão recebido dinheiro de empresários chineses de Vila do Conde, sem o comunicar devidamente.

Foram detetados depósitos de empresários de Vila do Conde, tendo os movimentos sido conhecidos pelas autoridades depois de uma série de assaltos à mão armada a cidadãos chineses quando estes iam depositar dinheiro aos bancos. Neste contexto foram detidas cinco pessoas, que, segundo o jornal, sabiam dos depósitos do dinheiro não declarado ao Fisco e planeavam os assaltos.

Diz ainda o jornal que aquilo que motiva alguns bancários a colaborar com o branqueamento de capitais é a ambição profissional de atingir objetivos e de manter os clientes, pelo que contornam o dever de comunicação ao MP e à Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária.

Em causa estão valores de depósitos ou transferências suspeitas a partir dos 5 mil euros — mas em várias pequenas parcelas e por várias contas.

Uma fonte policial explicou o processo ao JN, nos casos em que há a deteção de transferências suspeitas, sem comunicação: o departamento que controla os movimentos “contacta o respetivo balcão e pergunta ao responsável, nomeadamente ao gestor de conta, qual a justificação do movimento. O balcão tem de ter uma justificação do cliente para aquele movimento. Quando os movimentos têm origem suspeita, alguns funcionários avisam os clientes antes, para que estes arranjem uma justificação e, em muitos casos, ajudam-nos a contornar isso, aconselhando-os a fracionar os valores”.

Fontes: Jornal de Notícias e MadreMedia

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