Salvaterra de Magos

RARET: Seguranças ao serviço da TVi mentiram à GNR de Marinhais

O "RibatejoNews" conseguiu apurar que os quatro seguranças que estão ao serviço da empresa que produz as novelas para TVi, na verdade andam armados dentro das antigas instalações da RARET, em Glória do Ribatejo. E um deles mentiu à GNR de Marinhais, no domingo à tarde, quando afirmou que não necessitam de recorrer a armas para fazer vigilância à propriedade.

O que parecia ser um “Segredo de Estado”, aos poucos vai ganhando contornos próprios de um grupo mafioso que se instalou nas antigas instalações da RARET, em Glória do Ribatejo e que não tem qualquer problema em intimidar ou ameaçar todos aqueles que decidam aproximar-se da cerca que protege a propriedade, sobretudo na zona dos campos desportivos e da piscina com vista para o núcleo de vivendas, onde os quadros superiores da RARET viviam, enquanto a empresa americana esteve activa.
“Quem vier das Janeiras de Baixo, pela estrada da RARET, em direcção à Estrada Nacional 367, que liga as vilas de Marinhais e Glória do Ribatejo e, que tenha a curiosidade de parar próximo do campo de basquetebol para observar quais são as obras que estão a fazer nas antigas vivendas da RARET, sujeita-se a ser severamente ameaçado por uns indígenas que aparecem ali de tronco nu e com pistolas. Parece um filme do tempo do Al Caponne ou do Pablo Escobar!”, disse um cidadão da Glória do Ribatejo que decidiu ir comprovar a veracidade do tínhamos editado e que solicitou o anonimato.
Se na verdade toda esta vigilância intimidatória é por causa das obras de recuperação dos edifícios onde uma prestigiada produtora nacional está a preparar o local para as filmagens de um projecto de ficção, já no quarto trimestre deste ano, deixa algumas desconfianças no ar e a vontade de continuar a fazer investigações, no sentido de procurar desvendar o que realmente se passa nas antigas instalações da RARET.
“Cá para mim esta vigilância musculada e armada que está a ter lugar na RARET, tem por trás uma história mal contada que deve ser investigada até ao fim. E por outro lado acho que as autoridades policiais deviam pedir para entrar na RARET e ver o que realmente se está a passar. Uma coisa eu posso garantir por vi com os meus próprios olhos: cada um deles tem uma arma!”, afirmou a nossa fonte que solicitou o anonimato.
Em contacto com um especialista em segurança este esclareceu-nos no seguinte: “Existem seguranças e vigilantes que podem andar armados legalmente. Ou seja, com as devidas autorizações legais passadas pela polícia. Aqui neste caso concreto, acho muito estranho não terem comunicado à GNR de Marinhais, o que se está a passar e que tipo de vigilância existe no terreno.”
Já ficamos a saber que as filmagens que vão ter lugar nas instalações da RARET têm a ver com uma série de 10 episódios sobre a espionagem que envolveu Portugal, no final da década dos anos 60, do século passado, onde a aldeia gloriana que albergou o neo-realista Alves Redol, passou a fazer parte dos bastidores da Guerra Fria (entre a URSS e os Estados Unidos!), pois era ali que funcionava a rádio América Livre.
Também pudemos comprovar que os trabalhos de cenografia que estão a fazer nas vivendas da RARET prosseguem num bom ritmo, mas começa a ser tempo de trazer à opinião pública e sobretudo à população de Glória do Ribatejo, outros projectos para além da ficção sobre espionagem que estão previstas para aquela propriedade.
Uma coisa é certa, em 38 anos de jornalismo, não tenho memória de ter sido ameaçado por seguranças armados. A não ser nos anos em que fui correspondente na América do Sul, sobretudo no México e Colômbia.
“Seria bom que os jornalistas pudessem investigar as obras que estão a ser feitas na RARET e o que poderá ocorrer nos próximos meses dentro da propriedade. É do interesse público e merece uma observação especial”, disse à nossa reportagem um ex-funcionário da RARET que poderá participar nas filmagens de ficção.
José Peixe – Jornalista C.P 552A | Editor do “RibatejoNews”
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