Ribatejo

Covid-19 fez com que o Comité Olímpico Brasileiro trouxesse 72 atletas para Rio Maior

O Comité Olímpico do Brasil (COB) trouxe 72 atletas para estagiar no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Rio Maior, com o objetivo de retomar a preparação olímpica para Tóquio2020, depois da interrupção provocada pela pandemia de Covid-19.

O Comité Olímpico Brasileiro (COB) só planeava vir para Rio Maior em 2021, mas a pandemia da Covid-19 fez com que 72 atletas brasileiros viessem para o Ribatejo preparar-se para as próximas olímpiadas.

Por Rio Maior vão passar ao longo dos próximos meses mais de 200 atletas brasileiros, que, assim, vão poder beneficiar de um protocolo que o COB estabeleceu com o CAR de Rio Maior, mas que antes da pandemia estava apenas a ser equacionado para o próximo ciclo olímpico.

Marco La Porta, vice-presidente do COB, revelou, em entrevista à agência Lusa, que depois do adiamento dos Jogos Olímpicos rapidamente começou a busca por uma solução para os atletas poderem recomeçar a treinar. Vir para o CAR de Rio Maior foi a primeira opção.

“A nossa relação com Rio Maior é antiga. Quando estive na Confederação de triatlo tivemos um projeto aqui durante seis anos, com atletas a prepararem-se para os Jogos do Rio. Além disso, a relação com Rio Maior estava em vias de se estreitar, pois o CAR estava para ser designado como uma das nossas bases de treino para os Jogos de Paris, em 2024. Portanto, quando surgiu a ideia de treinar fora do Brasil, Rio Maior sempre foi a primeira opção”, explica Marco La Porta.

Diva Cobra, presidente do Complexo Desportivo Rio Maior Sports Centre (DESMOR), confirma que estava a ser acertado um contrato de colaboração para o ciclo olímpico 2020-2024 e que a pandemia de covid-19 precipitou a vinda dos atletas ‘canarinhos’.

“Já trabalhamos com o Brasil desde 2010 e estávamos a preparar um contrato para 2020-2024, porque fazia todo o sentido para o Brasil ter uma base europeia. Tudo se precipitou com esta questão da pandemia e com o facto de os atletas não conseguirem treinar, o que criou alguma ansiedade. Nós tínhamos condições e montámos uma mega-operação em três semanas, trabalhando dia e noite”, sublinhou a presidente do DESMOR.

Com a paragem do desporto desde meados de março, Diva Cobra admite que houve algum “choque” quando as instalações tiveram de ser encerradas e que, por isso, foi com alegria redobrada que viu o COB escolher Portugal, e concretamente Rio Maior, para recomeçar a preparação para a competição olímpica.

“Ficámos com tudo cancelado desde março e a retoma do desporto ainda está lenta, por isso, para nós, foi muito importante, económica e financeiramente, esta vinda do COB, ao garantir uma ocupação estável até ao final do ano”, reconheceu Diva, que realça que a estadia dos atletas brasileiros trouxe até mais visibilidade à estrutura sedeada em Rio Maior.

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