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Os biliões provenientes da pseudo-União Europeia não resolvem os problemas de Portugal

Se a sociedade civil não acorda para elevar o seu nível de exigência com estes gastos, o dinheiro desaparecerá sem deixar efeito duradouro no país. Já estivemos aqui antes e convinha que tivéssemos aprendido alguma coisa.

“O problema foi o Conselho Europeu ter empurrado com a barriga a questão dos valores da União até ao momento em que foi preciso unanimidade para decidir de dinheiros.

Portugal vai receber de novo mais dinheiro para reagir à crise e tentar resolver alguns dos problemas que já tínhamos. Os media fazem já títulos sobre quantos milhares de milhões de euros serão e os políticos fazem já contas sobre onde gastar o dinheiro. Mas por agora aquilo de que precisamos é de um debate robusto sobre como gastar o dinheiro. É que o como é tão ou mais importante para superarmos os nossos problemas do que o onde ou o quanto. Numa altura em que deveríamos estar a pensar em criar formas de avaliação transparentes e independentes destes gastos, vemos antes os partidos do centro a diminuir o número de debates no Parlamento. Por isso termino dizendo: se a sociedade civil não acorda para elevar o seu nível de exigência com estes gastos, o dinheiro desaparecerá sem deixar efeito duradouro no país. Já estivemos aqui antes e convinha que aprendido alguma coisa.”

Rui Tavares | Historiador – na edição do jornal “Público” de hoje.

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