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Coronavírus: Vacina de Oxford é “segura” e induz resposta imunitária

"A vacina de Oxford para a covid-19 vai agora na terceira fase de ensaios clínicos – é uma das três potenciais vacinas que estão na fase mais avançada dos testes em humanos. Os primeiros resultados foram divulgados esta segunda-feira e mostram que não houve efeitos secundários graves resultantes da vacina", pode ler-se numa notícia publicada ao início da tarde no jornal "Público" e assinada pela jornalista Claudia Carvalho Silva.

A vacina que está a ser desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela empresa farmacêutica AstraZeneca foi considerada “segura” e produziu uma resposta imunitária, segundo os resultados preliminares divulgados esta segunda-feira pela revista científica The Lancet.

A fase em análise, em que foi administrada a vacina a 1077 adultos saudáveis, mostrou que a vacina fez com que o organismo produzisse anticorpos e linfócitos T até 56 dias depois de terem recebido o fármaco.

A vacina teve ainda “efeitos secundários reduzidos”, que podem ser aliviados ao tomar paracetamol. “Não houve efeitos nocivos graves resultantes da vacina”, lê-se no comunicado da Lancet.

Os autores indicam que são precisos mais ensaios clínicos com esta vacina, incluindo em adultos mais velhos e com complicações de saúde, e são precisos mais testes em pessoas para saber se a vacina consegue realmente protecção eficaz contra a infecção pelo novo coronavírus. São resultados “promissores”, lê-se no comunicado.

Segundo os resultados agora publicados, a vacina provoca uma resposta imunitária dos linfócitos T num período de 14 dias após a vacinação e gera também uma resposta de anticorpos em 28 dias. “O sistema imunitário tem duas maneiras de encontrar e atacar patogénicos – através das respostas dos anticorpos e dos linfócitos T. Esta vacina pretende induzir ambos, para que possa atacar o vírus quando está a circular no corpo, assim como atacar células infectadas”, explicou um dos cientistas que lideraram o estudo, Andrew Pollard. “Esperemos que isto signifique que o sistema imunitário consiga lembrar-se do vírus, para que a nossa vacina possa proteger as pessoas durante muito tempo”. Ainda assim, acautela, são precisos mais estudos para ter a certeza de que a vacina protege da infecção e saber-se quanto tempo dura essa protecção.

Fonte: jornal “Público”

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