Desporto

Miguel Oliveira brilha em MotoGP e iguala melhor resultado de sempre

A prova ficou marcada por várias quedas, incluindo a do campeão em título, o espanhol Marc Márquez (Honda).

15.º lugar à partida, oitavo à chegada. O piloto português Miguel Oliveira terminou o Grande Prémio de Espanha de MotoGP no top-10 – apenas a segunda vez na carreira – e igualou o melhor resultado de sempre, o também oitavo lugar conseguido em 2019, na Áustria.

Ainda assim, o português deverá ter em conta que, nas próximas corridas, não haverá necessariamente resultados semelhantes à sua espera. Neste domingo, Oliveira beneficiou de cinco desistências (Márquez, Rossi, Lecuona Mir e Aleix Espargaró), e de dois pilotos que nem alinharam na corrida (Rins e Crutchlow).

Factores que não apagam o mérito do piloto de Almada, sempre muito consistente ao longo da corrida, mas que alertam para o espaço que ainda há para melhorar.

Esta prova foi ganha pelo francês Fabio Quartararo (Yamaha), que conquistou a primeira vitória da carreira, depois de ter saído da pole position. O francês bateu Maverick Viñalez (Yamaha), segundo classificado e Andrea Dovizioso, terceiro.

Em Espanha, a corrida, que não teve público, começou com uma homenagem às vítimas da covid-19, na forma de minuto de silêncio.

Sob um calor intenso, as primeiras voltas foram, para Miguel Oliveira, um momento de adaptação, demorando a chegar aos tempos por volta que certamente idealizou, apesar da má qualificação no dia anterior.

Com a melhoria dos tempos, a pouco e pouco – e também com os azares alheios –, o piloto de Almada foi subindo posições, chegando mesmo a ultrapassar em pista o veterano Valentino Rossi, que desistiu pouco depois de ver Oliveira passar-lhe ao lado. E ficou perto do sétimo lugar.

Na frente, a corrida foi bastante intensa. Márquez começou por dominar, mas, na volta 4, teve uma saída de pista na qual, com talento, evitou a queda de forma tremenda. Mas não evitou perder muitos lugares, caindo para o 16.º lugar. A partir daqui, foi o “show” Márquez.

O piloto recuperou até ao terceiro lugar e estava prestes a subir ao pódio, mas, perto do final da corrida, caiu. E, desta feita, o desfecho foi bem mais grave. A queda foi dura, depois de um grande “highside” na moto do espanhol, e o piloto saiu do acidente pelo próprio pé, mas a queixar-se do pulso.

Mais tarde, depois de sair da pista numa maca, foi confirmado que Márquez terá de ser operado, ainda que não haja, para já, confirmação do tempo de paragem.

Quem beneficiou de todos estes incidentes foi o jovem Quartararo, que, aos 21 anos, se tornou o oitavo mais novo de sempre a vencer em MotoGP e deu uma vitória a um piloto francês mais de 20 anos depois (em 1999, tinha sido Régis Laconi).

Nas categorias secundárias houve corridas equilibradas, sobretudo em Moto 3. A categoria dos pilotos mais jovens viu o espanhol Albert Arenas cortar a meta em primeiro lugar, mas com mais nove (!) pilotos dentro do mesmo segundo. O japonês Ogura e o italiano Arbolino a apenas três décimas de segundo, completaram o pódio.

Em Moto 2, ainda que de forma não tão clara, também houve equilíbrio. Luca Marini, piloto já com alguma experiência nesta categoria, superou o japonês Tetsuta Nagashima por pouco mais de um segundo, surgindo, alguns segundos depois, o espanhol Jorge Martin, ex-campeão de Moto 3.

A prova seguinte do Mundial é já no próximo fim-de-semana e de novo no circuito de Jerez, com o Grande Prémio da Andaluzia.

Fonte: Público

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