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Ambiente: não existem Estados de Emergência que abrandem a poluição dos rios

O jornalista Tomás Albino Gomes do "Sapo24 Notícias" põe o dedo na ferida: "O número de denúncias de crimes ambientais diminuiu, mas não no que toca à contaminação de linhas de água. Desde que foi decretado o estado de emergência que se registaram vários casos de descargas ilegais em rios e ribeiras — com o caso mais grave a ser assinalado no rio Lena, no distrito de Leiria. Naquele que é um retrato pouco animador de um mês, salva-se a fotografia que regista a presença de lontras ao rio Este, em Braga. Um sinal de esperança numa história em que o capital de sobrepõe ao respeito pelo ambiente".

A não perder! Assim vai a humanidade mesmo em tempos difícieis como os que estamos a viver: O ser humano fechou-se em casa e o planeta respirou. A metáfora tem sido recorrente nas últimas semanas, desde que a pandemia provocada pelo novo coronavírus levou ao confinamento de cerca de metade da população mundial, e, para lá da ironia, não podia ser mais verdadeira.

Os primeiros relatos chegaram da China, onde o céu, habitualmente tapado pelo excesso de poluição, ficou a descoberto, livre da ameaça poluente das fábricas que se viram obrigadas a fechar e face a uma drástica redução do tráfego rodoviário. As imagens de satélite não tardaram a demonstrá-lo, naquele que é um dos países mais populosos e poluídos do mundo. Na Europa, a história não foi diferente, as medidas de prevenção à propagação do vírus levaram ao encerramento das atividades económicas não essenciais e ao confinamento da população em vários países.

Na Península Ibérica, onde Portugal e Espanha enfrentam curvas pandémicas de ritmos muito distintos, mas com medidas restritivas muito semelhantes, as imagens de satélite do Centro Internacional de Investigação do Atlântico (Air Centre) não tardaram a mostrar uma enorme diferença de valores de emissão de dióxido carbono para a atmosfera entre os dias 10 e 28 de março. A acompanhar as imagens, uma nota do Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior dava conta de uma redução de 80% das emissões em Lisboa e de 60% em alguns locais do Porto.

Fonte: Sapo24 Notícias

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