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Covid-19: 23 pessoas morreram pelo novo coronavírus em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) avançou hoje em novo boletim a confirmação de 2060 casos do novo coronavírus em Portugal, mais 460 do que ontem, domingo, 22 de março. Somam-se mais nove óbitos, para um total de 23, e nove recuperações, sendo estas 14.

Segundo o boletim publicado esta segunda-feira, 23 de março, Portugal registou até agora 2060 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, Covid-19.

O boletim da DGS regista, o total de casos suspeitos (registados desde o início do ano) subiu para 13674 e o total de casos não confirmados é de 10212 . Há 1402 pessoas a aguardar resultado laboratorial.

O documento da DGS regista 23 óbitos por infeção contraída de coronavírus (mais 9 do que na última atualização).

Segundo este boletim, o número de recuperados é de 14 casos, somando-se assim mais 9 casos também. Quanto ao número de internamentos, de acordo com a DGS, mantém-se 201 pessoas internadas, 47 das quais em cuidados intensivos.

Neste momento há 11842 casos a serem acompanhados com contactos de vigilância pelas autoridades.

A região Norte é a que regista mais casos, com 1007 casos confirmados, havendo também o registo de nove óbitos e três recuperações.

Segue-se a de Lisboa e Vale do Tejo com 737 casos, havendo oito óbitos registados e quatro recuperações. Já a região Centro regista 238 casos, cinco óbitos registados e sete recuperações.

O Algarve tem 42 casos, com um óbito, e o Alentejo tem cinco casos.

Nas regiões autónomas, os Açores têm 11 casos e a Madeira tem 9 confirmados.
Há ainda a registar 11 casos de infeção no estrangeiro.

Entre os casos importados o registo é de 1 de Alemanha/Áustria (em investigação), 2 da Alemanha, 4 da Áustria, 2 de Andorra, 1 da Bélgica, 5 do Brasil, 1 da Dinamarca, 1 do Egito, 3 dos Emirados Árabes Unidos, 44 de Espanha, 26 de França, 20 de Itália, 3 da Índia, 1 do Irão, 6 dos Países Baixos, 11 do Reino Unido e 11 da Suíça.

Se considerarmos as faixas etárias, há 25 casos até aos nove anos de idade, 66 casos entre os 10 e 19 anos, 240 casos entre os 20 e os 29 anos, 347 casos entre os 30 e 39 anos, 404 casos entre os 40 e os 49 anos, 361 casos entre os 50 e os 59 anos, 294 casos entre os 60 e os 69 anos, 180 casos entre os 70 e os 79 anos e 143 casos em pessoas com mais de 80 anos.

Ao todo, existem 980 casos confirmados em pessoas do sexo masculino e 1080 casos em pessoas do sexo feminino.
Os principais sintomas são tosse (72%), febre (60%), dificuldade respiratória (23%), cefaleia (34%), dores musculares (42%) e fraqueza generalizada (28%).

Ponto da Situação em Portugal
Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março, depois de a Assembleia da República ter aprovado na quarta-feira o decreto que lhe foi submetido pelo Presidente da República, com o objetivo de combater a pandemia de Covid-19, após a proposta ter recebido pareceres favoráveis do Conselho de Estado e do Governo.

O estado de emergência proposto pelo Presidente prolonga-se até às 23:59 de 2 de abril.

Nos dias 19 e 20 de março, o Governo reuniu-se em Conselho de Ministros. No primeiro dia a reunião serviu para delinear um primeiro lote de medidas de concretização do estado de emergência, sendo que no segundo foram pensadas medidas de apoio social e económico para a população afetada pela pandemia de Covid-19.

No Conselho de Ministros de dia 19 foram aprovadas medidas como o “isolamento obrigatório” para doentes com Covid-19 ou que estejam sob vigilância ativa, sob o risco de “crime de desobediência”, a generalização do teletrabalho” para todos os funcionários públicos que o possam fazer, o fecho das Lojas do Cidadão, bem como dos estabelecimentos com atendimento público, com exceção para, entre outros, as mercearias e supermercados, postos de abastecimento de combustível, farmácias e padarias.

Já da reunião de dia 20 saíram medidas como a prorrogação automática do subsídio de desemprego, do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção, bem como o adiamento para o segundo semestre do ano do pagamento do IVA e do IRC, que teria de ser pago nos próximos meses, para garantir a atividade das empresas e postos de trabalho. Outra das medidas anunciadas foi a suspensão do prazo de caducidade dos contratos de arrendamento de casas que viessem a caducar nos próximos três meses.

O Governo decidiu criar, também, a Estrutura de Monitorização do Estado de Emergência, um “gabinete de crise” para lidar com a pandemia da Covid-19, que integra os ministros de Estado, da Administração Interna, da Defesa Nacional e das Infraestruturas.

O gabinete foi reunido ontem e o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou depois dessa reunião que sete pessoas foram detidas pelo crime de desobediência.

Entre as medidas para conter a pandemia, o Governo já tinha suspendido as atividades letivas presenciais em todas as escolas desde segunda-feira e imposto restrições em estabelecimentos comerciais e transportes, entre outras.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 324 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 14.300 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 5.476 mortos em 59.138 casos. Segundo as autoridades italianas, 7.024 dos infetados já estão curados.

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu no final de dezembro, conta com um total de 81.054 casos, tendo sido registados 3.261 mortes.

Os países mais afetados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 1.720 mortos em 28.572 infeções, o Irão, com 1.685 mortes num total de 22.638 casos, a França, com 674 mortes (16.018 casos), e os Estados Unidos, com 390 mortes (31.057 casos).

Fonte: MadreMedia

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