Cartaxo

Cartaxo: transporte urbano suspenso e cemitério só abre para funerais

A Câmara Municipal do Cartaxo suspendeu hoje o serviço de transporte urbano e decidiu manter aberto o cemitério apenas para a realização de funerais, como medidas adicionais de prevenção à propagação da Covid-19, anunciou o município.

Em comunicado emitido na sexta-feira à noite, depois de reunida, por teleconferência, a Comissão Municipal de Proteção Civil, no âmbito da declaração do estado de emergência, o presidente da autarquia, Pedro Magalhães Ribeiro, acrescentou às medidas que já estavam em vigor no concelho a suspensão, a partir de hoje, do Transporte Urbano do Cartaxo (TUC), uma vez que este é usado maioritariamente por idosos, identificados como população de risco.

Por outro lado, o cemitério municipal será encerrado a partir de domingo, mantendo-se apenas aberto para a realização de funerais, durante os quais deverão ser cumpridas medidas de proteção e distanciamento social, lê-se na nota.

Já o mercado municipal apenas manterá abertas as lojas (talhos e mercearias) e bancas que comercializam bens alimentares e os estabelecimentos de restauração e bebidas apenas poderão funcionar em regime de ‘take away’ ou entrega ao domicílio.

A entrada no mercado será feita de forma controlada, para evitar ajuntamentos de pessoas, exclusivamente pela porta principal do edifício, sendo vedado o acesso ao espaço interior.

As ações de higienização e desinfeção iniciadas esta semana em espaços públicos e equipamentos municipais, na sede do concelho e nas freguesias, vão passar a ser feitas diariamente a partir de segunda-feira, acrescenta a nota.

Os serviços municipais estão encerrados para atendimento presencial desde a passada segunda-feira, tendo sido criados contactos telefónicos diretos para todos os serviços de atendimento e canais digitais para responder às solicitações de cidadãos, comerciantes, empresas e instituições, sendo que o atendimento presencial apenas se faz por motivo excecional e mediante marcação prévia.

O município está a preparar um plano de comunicação das novas medidas à população que poderá passar por colocar carros de som a percorrer as ruas do concelho, atendendo a que a população idosa, mais vulnerável, “tem pouca presença nas redes sociais”.

Entre as recomendações comunicadas contam-se as emitidas pelas autoridades de saúde, nomeadamente, no que se refere a boas práticas de higienização e de circulação em espaços públicos, assim como o apelo para que as pessoas se mantenham a trabalhar a partir de suas casas.

Citado no comunicado, Pedro Magalhães Ribeiro afirma que o município prioriza a atenção às famílias “com capacidade financeira mais frágil”, às crianças e jovens “que continuam a necessitar de apoio da ação social escolar” e aos idosos “que integram um dos grupos de risco e que, quer pelo encerramento dos centros de dia, quer pelas limitações de visitas aos lares, se podem encontrar em situação de maior isolamento”.

“As medidas do Estado de Emergência vêm criar um desafio ainda maior às empresas e ao nosso comércio. O encerramento dos espaços de restauração e bebidas ao público ou dos estabelecimentos comerciais que não comercializam bens alimentares essenciais, mas são o sustento de muitas famílias e que nas últimas semanas já viram o seu volume de negócios afetado, são agora ainda mais sacrificados”, sublinha o autarca.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira, depois de a Assembleia da República ter aprovado na quarta-feira o decreto que lhe foi submetido pelo Presidente da República, com o objetivo de combater a pandemia da covid-19, após a proposta ter recebido pareceres favoráveis do Conselho de Estado e do Governo.

O estado de emergência proposto pelo Presidente prolonga-se até às 23:59 de 02 de Abril.

Na sexta-feira, o Governo voltou a reunir-se em Conselho de Ministros para debater as medidas de apoio social e económico para a população afetada pela pandemia da covid-19, depois de na quinta-feira ter apresentado um primeiro lote de medidas de concretização do estado de emergência.

Fonte: Agência Lusa

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