Vilafranca de Xira

Vila Franca de Xira: GNR alerta para o risco de voltar a pôr multibancos em aldeias

À-dos-Loucos e Calhandriz ficaram sem multibanco há mais de três anos por causa de assaltos com explosivos. Agora que o banco iria voltar a instalá-los, a GNR deu um parecer desfavorável.

Segundo o jornal “Público”, as duas localidades do concelho de Vila Franca de Xira, cada uma com cerca de 500 habitantes, aguardam há três anos e meio que sejam repostas as caixas multibanco destruídas, no Verão de 2017, por dois assaltos com recurso a explosivos.

Depois de muita insistência, as autarquias locais conseguiram convencer a Caixa Geral de Depósitos (CGD) a colocar novas caixas nas aldeias de À-dos-Loucos e de Calhandriz, mas o “balde de água fria” veio em Fevereiro passado, com um parecer desfavorável da GNR que pode inviabilizar a reabertura das caixas multibanco.

Pelo meio coloca-se o problema do dispositivo de segurança do concelho que atribui a responsabilidade por esta zona rural a um posto da GNR com poucos meios e situado a 20 quilómetros de distância.

No Verão de 2017, uma onda de assaltos a caixas multibanco com recurso a explosivos varreu a região de Lisboa e atingiu também os únicos equipamentos do género existentes em À-dos-Loucos e na Calhandriz. Pouco tempo depois, a Caixa Geral de Depósitos decidiu, também, fechar a sua agência de Alhandra e a União de Freguesias de Alhandra, São dos Montes e Calhandriz, com cerca de 14 mil habitantes e um povoamento muito disperso, ficou reduzida a duas caixas multibanco.

A Junta da União de Freguesias chegou a promover um abaixo-assinado, que entregou no Ministério das Finanças, alertando para a falta que as caixas ATM faziam a esta população, maioritariamente idosa e sem meios de deslocação, mas o processo não evoluiu.

Mais tarde, a CGD pediu uma verba mensal à junta para reabrir as caixas, que a autarquia local considerou incomportável e acabou por ser a Câmara de Vila Franca de Xira a conseguir convencer os responsáveis da CGD a instalarem novas caixas, comprometendo-se a suportar todas as obras e requisitos de segurança exigidos.

Cada um dos espaços foi, assim, objecto de obras de reforço estrutural e de instalação de sistemas de vigilância e de alarme. No início deste ano, depois de muita espera, tudo parecia bem encaminhado para a “reabertura” das ATM de À-dos-Loucos e da Calhandriz. Mas, já em Fevereiro, surgiu um novo contratempo que ameaça inviabilizar todo o processo.

A GNR emitiu um parecer onde considera que a recolocação destas duas caixas envolve um grau de risco “elevado”, apesar das medidas de segurança previstas. O documento acrescenta que os requisitos de segurança adicionais ali implementados não garantem, ainda assim, o “suprimento das vulnerabilidades detectadas”.

Fonte: Jornal “Público” – Jornalista Jorge Talixa

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