Ribatejo

Protecção Civil prevê cheias na bacia do Rio Tejo

De acordo com a informação hidrológica veiculada no Comunicado de monitorização do Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, o maior caudal lançado pelo conjunto das barragens com influência no Rio Tejo foi de 3085m3/s às 00:00 horas de hoje. O Caudal em Almourol às 10h00 era de 2923m/3s.

A manutenção dos caudais com valores superiores a 2000m3/s na soma dos caudais das barragens, desde as 02horas do dia 20DEZ19 constitui-se como fator de risco muito significativo no galgamento das margens do rio Tejo e consequente cheia.

A imprevisibilidade da informação proveniente de Espanha, relativamente aos caudais lançados pelos mesmos, não nos permite realizar uma previsão alargada, pelo que se qualquer alteração significativa será de imediato comunicada através do aviso à população.

A informação disponibilizada depende sempre da atualização proveniente do Comunicado imitido pelo Comando Distrital de Operações de Socorro, estando o Serviço Municipal de Proteção Civil de Santarém em permanente contato com as restantes entidades responsáveis.

Pela informação disponível prevê-se um aumento dos caudais debitados pelas barragens, o que potencialmente contribuirá para um aumento dos níveis registados no rio Tejo.

Atendendo ainda aos avisos meteorológicos e Estado de Alerta Especial para precipitação e ventos fortes para o distrito de Santarém, é expectável um agravamento dos caudais com consequente influência na previsão anterior.

É previsível que o Distrito de Santarém entre no Estado de Alerta Especial Nível Laranja ainda durante o dia de hoje.

Efeitos Previsíveis
 Submersão da E.N. 365 em Ponte do Alviela;
 Submersão da E.M. liga Ribeira de Santarém a Vale de Figueira;
 Submersão da E.N. 365 em Palhais/Ribeira de Santarém;
 Submersão do parque de estacionamento da Ribeira de Santarém;
 Possível submersão durante o dia de hoje da EN365 na ponte do Alviela e a jusante do Pombalinho, com possibilidade de isolamento da povoação de Reguengo do Alviela.

Medidas de Auto-Proteção

O SMPC recomenda à população a tomada das medidas necessárias de precaução e especial atenção, às possíveis consequências:

Cheias motivadas pelo transbordo do leito de alguns rios:

O arrastamento e deposição de materiais sólidos pelos cursos de água pode contribuir, significativamente para o acréscimo dos efeitos das cheias. Outros condicionantes, como a falta de obstáculos à progressão da água nas bacias drenantes e a incapacidade de retenção da precipitação no coberto vegetal (como consequência de áreas ardidas) assim como a diminuição da capacidade de vazão das linhas de água e da capacidade de armazenamento nas albufeiras
devido ao arrastamento de sólidos (por erosão) desde as bacias drenantes até à linha de água, são fatores associados às inundações por cheias.

Algumas estradas próximas das margens do Tejo podem ser interditas ao trânsito
Foto: D.R

Neste contexto, recomenda-se a adoção, entre outras, das seguintes medidas de precaução:
As populações devem retirar “das zonas confinantes, normalmente inundáveis,
equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens”, e a levarem os animais “para locais seguros, retirando os rebanhos que se encontram nas zonas que serão provavelmente inundáveis”;

É recomendado “não atravessar com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas”;

Deve manter-se informado através dos Órgãos de Comunicação Social ou dos agentes de Proteção Civil, “desenvolvendo as ações necessárias para a sua proteção, da família e bens”.

Desobstrução de linhas de água principalmente junto a pontes, aquedutos e outros estrangulamentos do escoamento;

Limpeza de linhas de água assoreadas;

Limpeza dos resíduos sólidos urbanos (muitos deles de grandes dimensões) depositados nos troços marginais dos cursos de água;

Evitar cortes rasos de material lenhoso ardido em situações de declive intenso,
localizados nas proximidades das linhas de água;

Recolha ou trituração dos resíduos resultantes do corte dos salvados das áreas ardidas localizadas nas margens das linhas de água;

Recolha ou trituração dos resíduos de atividades agrícolas e florestais existentes nas margens das linhas de água;

Verificação (e eventual reparação) de eventuais situações de desmoronamentos das margens das linhas de água, de modo a evitar obstruções ou estrangulamentos;

Inspeção visual de diques, ou outros aterros longitudinais às linhas de água, destinados a resguardar os terrenos marginais;

Identificação de novos “pontos críticos” (aglomerados populacionais, edificações, vias de comunicação, pontes/pontões, etc.).

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Santarém está a acompanhar a evolução da subida dos níveis da água no concelho em articulação com o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, Agência Portuguesa do Ambiente, Infraestruturas de Portugal, e agentes de Proteção Civil Municipal, e emitirá outros comunicados sempre que tal se revele necessário.

O Serviço Municipal de Proteção Civil apela à atenção de todos para a observância das situações acima descritas, que se adotem e divulguem as medidas preventivas enunciadas, com vista à mitigação dos riscos descritos e por forma a salvaguardar a proteção dos cidadãos e dos seus bens.

Fonte: C.M.S e P.C

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