Sociedade

Nove suspeitos de assaltos milionários no Minho incluindo agente da PSP vão ser julgados

O Tribunal de Instrução Criminal de Braga decidiu ontem levar a julgamento os nove arguidos, entre os quais um agente da PSP, acusados pelo Ministério Público de assaltos a vivendas no Minho e à dependência do Banco Santander naquela cidade.

Segundo o despacho de pronúncia, “mantêm-se fortes os indícios” da prática dos factos pelos arguidos, todos acusados de associação criminosa e de furto qualificado.

Alguns respondem também por detenção de arma proibida, falsificação e recetação.

O principal assalto foi ao Banco Santander, em Braga, e ocorreu em 23 de junho de 2018, noite de S. João.
Dos cofres do banco terão sido subtraídas quantias monetárias e bens de valor total superior a 4,7 milhões de euros.

Os arguidos são ainda acusados de assaltos à residência do empresário Domingos Névoa, do cantor popular Delfim Júnior e do médico e antigo atleta do Sporting Clube de Braga Romeu Maia.

Um dos arguidos é um agente da PSP de Ponte de Lima, que alegadamente funcionava como informador do gangue.

Segundo o despacho de pronúncia, os arguidos “atuaram em conjunto entre si, como um verdadeiro grupo em que se inserem, de modo organizado, concertado e extremamente metódico, repartindo entre si informação e proveitos, recorrendo a tecnologia que inviabiliza o acompanhamento próximo”.

O despacho alude à apreensão de vários ‘walkie-talkies’ e inibidores de frequência de rádio e frequências GSM em casa e em veículos de dois dos arguidos.

Um dos acusados também colocaria equipamentos de GPS em veículos que posteriormente pretendia furtar na via pública.

Os alvos preferenciais do grupo eram residências particulares pertença de pessoas com elevado poder económico.

Segundo a acusação, os arguidos, de novembro de 2017 a finais de junho de 2018, assaltaram, ou procuraram assaltar, casas nas localidades de Braga, Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez, além da referida agência bancária.

Quatro dos arguidos estão em prisão preventiva e um em prisão domiciliária, medidas de coação que a juíza de instrução criminal decidiu manter, por considerar “exponenciado” o perigo de fuga, “agora que os arguidos conhecem a gravidade das acusações por crimes cuja moldura penal nem sequer permite a possibilidade de aplicação de penas alternativas à pena de prisão e que sobre si impendem”.

A juíza considerou ainda que persiste o perigo de continuação da atividade criminosa e, com ele, de perturbação grave da ordem e tranquilidade públicas.

Os arguidos, oito homens e uma mulher, foram detidos, pela GNR, em inícios de julho de 2018, numa operação que incluiu 22 buscas domiciliárias e 15 não domiciliárias, entre estas algumas a viaturas e a uma embarcação.

A operação resultou na apreensão de 14 automóveis, cerca de 300 mil euros e cinco quilogramas de ouro.

Foram também apreendidos oito motociclos, seis bicicletas, joias e relógios “de elevado valor”, duas armas de fogo, uma réplica de revólver, munições e aerossóis, telemóveis, computadores portáteis, televisões, quadros de arte, eletrodomésticos, dispositivos de comunicação móveis, localizadores GPS e inibidores de frequências.

No âmbito da investigação, desenvolvida pelo Núcleo de Investigação Criminal de Braga, a GNR apurou que os suspeitos vigiavam as vítimas, recolhendo informações dos seus hábitos quotidianos.

Fonte: Sapo24 Notícias

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