Ribatejo

Ambiente: a vespa asiática também já começou a atacar colmeias no distrito de Santarém

Segundo informações obtidas junto da Guarda Nacional Republicana (GNR), até ao momento já foram registadas mais de 500 denúncias de avistamentos de vespa asiática. E no Ribatejo, já existem queixas por parte de alguns apicultores que estão com receio desta espécie invasora.

Para que as pessoas possam identificar um ninho de vespas asiáticas
Foto: D.R

Mas porque é que as vespas asiáticas são um problema? É bom ler este artigo para compreender.

É bom recordar que  primeiro avistamento de vespas asiáticas em Portugal aconteceu em 2011, em Viana do Castelo. Desde então para cá esta espécie tem sido encontrada em muitas regiões. Até é Lisboa, onde obrigou a fechar os jardins nas Quintas das Conchas e dos Lilases.

Pesquisadores da Universidade de Trás os Montes dizem que “mais importante do que destruir os ninhos é prevenir a proliferação desta espécie invasora e predadora de abelhas”.

“O projecto GoVespa, da UTAD, prepara uma tecnologia para localizar ninhos através de microsensores e drones — mas não é tarefa fácil”, esclarecem os investigadores.

Segundo o jornal “Público”, “a presença de vespa asiática em Portugal motivou 508 denúncias de cidadãos durante este ano, localizadas maioritariamente no distrito do Porto (133), revelou nesta terça-feira a Guarda Nacional Republicana (GNR)”.

Designada cientificamente por ‘vespa velutina’, a vespa asiática foi pela primeira vez avistada em Portugal em 2011, no distrito de Viana do Castelo, e, “desde aí, tem vindo a deslocar-se para o sul do país, sendo que Lisboa, até agora, é o distrito mais a sul onde existe a presença da vespa velutina”, disse Ricardo Vaz Alves, do Serviço da Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.

“Desde 2017 até ao corrente ano, temos verificado um aumento do número de denúncias”, afirmou Ricardo Vaz Alves, em declarações à agência Lusa, indicando que, em 2017, contabilizaram-se 499 avistamentos, número que aumentou para 708 em 2018 e que, este ano, até 25 de Agosto, soma 508 situações relacionadas com a presença de vespa asiática.

As autoridades devem ser avisadas no caso dos apicultores avistarem alguns casulos de vespa asiática Foto: D.R

Segundo o responsável do SEPNA, a vespa asiática adapta-se aos espaços que lhe são oferecidos para polinizar e, também, para nidificar, pelo que “não há uma distinção entre espaços rurais e espaços urbanos” na distribuição e expansão desta praga em território nacional. No entanto, a vespa asiática escolhe, preferencialmente, locais com menos perturbação, o que explica “os espaços rurais serem mais atractivos para a sua instalação”.

Através da linha SOS Ambiente e Território, a GNR vai registando o número de denúncias, “que muitas vezes são coincidentes com avistamentos”, referiu Ricardo Vaz Alves, advertindo que tal não significa que a presença da vespa asiática seja confirmada, “mas, de qualquer forma, há um registo ou, pelo menos, é uma noção que o cidadão tem que existe a presença de vespas velutinas”.

Em 2018, foi implementado o plano de acção para a vigilância e controlo da vespa velutina em Portugal, que visa a prevenção, vigilância e controlo desses animais em todo o território nacional, com vista à segurança dos cidadãos, à protecção da actividade agrícola e do efectivo apícola, bem como à minimização dos impactos sobre a biodiversidade.

Relativamente ao plano de acção, a GNR, através do SEPNA, tem participado nas acções de vigilância, controlo e destruição, assim como nas acções de formação e divulgação, além de efectuar o tratamento e encaminhamento de todas as denúncias recebidas através linha SOS Ambiente e Território.

Apoio: jornal “Público” e Agência Lusa

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