Mundo

Polícia Marítima Portuguesa auxiliou no resgate de 546 migrantes na Grécia

No dia 29 de Agosto, cerca das 18h00, a Polícia Marítima em missão na Grécia auxiliou, por terra e por mar, no resgate de 546 migrantes, fora do seu período de patrulha, numa solicitação urgente da Hellenic Coast Guard, tendo contabilizado 245 crianças, 124 mulheres e 177 homens.

Neste período ocorria um desembarque de migrantes, na zona norte da ilha de Lesbos, envolvendo 13 botes de migrantes.

A Polícia Marítima correspondendo à solicitação empenhou todo o seu efetivo por terra, em quatro viaturas ligeiras, a viatura de vigilância costeira e a embarcação “TUBARÃO”.

Desembarcaram 546 migrantes, tendo a equipa da Polícia Marítima em terra realizado o controle e transporte dos migrantes para o campo de contenção, tendo sido entregues às autoridades gregas em segurança.

Desde 2014, quando iniciou a sua participação na missão POSEIDON, a Polícia Marítima totaliza 5834 vidas salvas.

A Polícia Marítima encontra-se integrada na operação POSEIDON, sob égide da agência europeia FRONTEX e em apoio à Guarda Costeira grega, com o objetivo de controlar e vigiar as fronteiras marítimas gregas e externas da União Europeia, no combate ao crime transfronteiriço, no âmbito das funções de guarda costeira europeia.

Mais 13 militares portugueses viajaram para a Grécia

“A partir de hoje, no âmbito das operações da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), a Guarda Nacional Republicana reforça o seu contingente na Grécia, no apoio aos migrantes, passando a estar presente na ilha de Chios”, adianta a GNR em comunicado.

Os 13 militares destacados irão constituir uma equipa de vigilância e patrulhamento marítimo, com uma embarcação de alta velocidade, e uma equipa de vigilância terrestre, com utilização de câmaras de visão térmica.

“Estas equipas, através da vigilância de costa e do patrulhamento marítimo, têm como principal missão de detetar embarcações e auxiliar os migrantes que, diariamente, tentam atravessar o mar Egeu, em embarcações rudimentares, colocando em risco a sua vida”, refere o comunicado.

Segundo a GNR, a embarcação de alta velocidade está equipada com dois motores de 350 cavalos e caracteriza-se por ser “veloz e com grande capacidade de manobrabilidade”, dispondo ainda de “um sistema de visão noturna que permite o embarque fácil de pessoas, o que ajuda nas missões de busca e resgate de migrantes”.

A GNR adianta que durante este ano irá continuar a destacar forças para diferentes missões e tarefas na Frontex, num total de 90 militares, de diversas valências.

Estes militares estarão presentes em países como a Bulgária, Croácia, Espanha, Grécia, Itália, Lituânia, Macedónia, Polónia, Roménia e Ucrânia, os quais irão desenvolver missões de vigilância marítima, com o empenhamento de duas embarcações.

Terão também como missão a vigilância terrestre e apoio ao controlo das fronteiras, desenvolvidos por binómios cinotécnicos (homem/cão) de segurança e intervenção e binómios de busca e socorro, bem como patrulhamento com recurso a veículos todo-o-terreno.

Na Grécia, os veículos estão dotados de câmaras de visão térmica e de sistemas de vigilância e deteção através de radar e de câmaras diurnas e noturnas, de alta resolução e alcance, como é o caso do Posto de Observação Móvel.

A investigação criminal, com a recolha de impressões digitais e registo dos migrantes, para efeitos de asilo, e verificação de viaturas suspeitas, é outra das funções dos militares.

Durante este ano, a GNR efetuou mais de 630 patrulhas, o que corresponde a mais de 4.150 horas de empenhamento, percorreu 57 mil quilómetros e efetuou mais de 4 mil milhas náuticas, tendo detetado 200 embarcações e auxiliado 1.700 migrantes.

Mostrar mais

Related Articles

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back to top button
Close
Close