Benavente

Reportagem do jornal “Público” confirma: O Sorraia é um rio “em morte lenta”

O mais importante afluente do rio Tejo está por estes dias coberto de jacintos-de-água, uma planta invasora de rápida reprodução que ameaça a vida do Sorraia e prejudica quem dele depende. Um grupo de cidadãos pensa que as autoridades estão a demorar muito tempo a agir. As limpezas começam esta semana.
João Pedro Pincha (Texto), Carolina Pescada (Vídeo e fotografia) e Rui Gaudêncio (Fotografia)

O barco lança-se com velocidade pelo rio acima mas fica imóvel poucos metros depois, incapaz de vencer a muralha verde que o rodeia. Até onde a vista alcança, o Sorraia é um manto ininterrupto de jacintos-de-água. São milhões de plantas entrelaçadas umas às outras, com quase meio metro à superfície e raízes extensas mergulhadas na água.

Desliga-se o motor e a pequena embarcação move-se ao sabor da maré que sobe ao fim da tarde. “O rio deixou de ter navegabilidade”, constata Alberto Santos. A umas centenas de metros está outro barco, maior, que lentamente se aproxima do cais. Lá dentro vem um pescador que andou todo o dia pelo estuário do Tejo. Com tanto jacinto, regressar a casa tornou-se tarefa quase impossível.

No Porto Alto, concelho de Benavente, já não muito longe do ponto em que o Sorraia se une ao Tejo, a infestação de jacintos estragou as redes e dificultou a vida aos pescadores. “Quem é que consegue ir à pesca?”, indigna-se um deles, no cais, enquanto assiste à subida das plantas para montante. “Isto amanhã está pior, muito pior”, diz outro.

Fonte: Jornal “Público”

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