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Motoristas de Matérias Perigosas deixaram fugir o seu “Pardal” de estimação para o PDR

O que foi tabu durante toda a manhã informativa deixou de o ser há instantes. O porta-voz e assessor jurídico do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) assumiu através de um comunicado que aceitou o convite de Marinho Pinto para ser o cabeça de lista por Lisboa pelo Partido Democrático Republicano (PDR).

Muitos camionistas com quem falamos nos últimos minutos nem queriam acreditar. Ficaram sem saber o que dizer. Mas a política é isto mesmo. Estavam à espera de quê?

COMUNICADO

Venho por este meio comunicar que aceitei o convite para integrar a lista do PDR como cabeça de lista pelo círculo de Lisboa.

Tomei esta decisão depois de ponderar bastante e de conferenciar com a minha família, e fi-lo consciente de que pretendo ser uma voz ativa por todas as causas que tenho vindo a defender, e que considero que hoje não estão representadas no Parlamento Português.

Veja-se por exemplo a reação dos Partidos Políticos, e em especial dos partidos com assento parlamentar relativamente à utilização de todos os meios possíveis para através da força e da aliança com as empresas, dizimar os direitos constitucionais dos trabalhadores, que reclamam unicamente o pagamento do trabalho que fazem, sem esquemas fraudulentos.

Face ao exposto, e para que pelo menos a minha agenda fique esclarecida, (faltando esclarecer a do porta-voz da ANTRAM e das suas nomeações pelo PS), venho por este comunicar que a partir deste momento não serei mais o Porta-Voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, por forma a não misturar o que poderia ser interpretado como campanha eleitoral.

No entanto, continuarei a representar juridicamente este Sindicato, assim como o Sindicato dos Seguranças e Vigilantes de Portugal, o Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa, assim como outros Sindicatos e causas que aceitei defender, e falo-ei com a mesma determinação, dinamismo e empenho como emprego em todas as causas que defendo.

Aqueles que não sabem como me atacar mais, dirão (como já disseram) que me quiz aproveitar da causa dos motoristas para me auto-promover. No entanto, quem me conhece sabe perfeitamente que defendo esta causa desde 2017, e nunca foi a minha intenção iniciar uma carreira política. A estas pessoas que possam utilizar esses argumentos baixos, apenas questiono o porquê não tiveram coragem de assumir esta ou outras causas como estas? É mais fácil criticar ou manter-se conivente com os esquemas instalados no nosso Estado.

Assim, continuarei a exercer a advocacia e a defender todas as causas em que acredito, e em especial o o novo Sindicalismo Independente, mas pretendo fazê-lo com uma voz ativa contra a HIPOCRISIA e a CORRUPÇÃO no Parlamento Português, não me conformando com a agressão aos Direitos Fundamentais dos trabalhadores, dos pensionistas, e daqueles que sofrem diariamente pelos ataques disferidos pelos poderes coligados no nosso Estado de Direito.

Candidato-me para defender e representar estas causas, contra a Corrupção.

Candidato-me mas não abandonarei as causas que represento.

Candidato-me porque acredito que podemos voltar a recuperar os valores de Abril.

Lisboa, 21 de Agosto de 2019
Pedro Pardal Henriques

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