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“Pega de Caras” – O porta voz da ANTRAM sempre foi o Pedro Polónio e não André Matias de Almeida

Ao início da tarde de hoje, o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) emitiu o seguinte comunicado:

Ou seja, o sindicato dos motoristas de matérias perigosas está disposto a suspender a greve desde que a ANTRAM aceite o mediador proposto pelo Governo e a sentar-se à mesa para negociar as reivindicações dos associados do SNMMP.

Mas será que a Associação Nacional de Transportadores de Mercadorias (ANTRAM) está disposta a voltar às negociações que deixou em aberto durante o mês de Maio?

Sem ser indelicado com a maioria dos meus camaradas de profissão que pelos vistos perderam a memória sobre as negociações que decorreram, entre os sindicalistas de matérias perigosas e os representantes das empresas transportadoras, no Ministério das Infraestruturas e Habitação, durante o mês de Maio, quero deixar bem claro que o porta-voz da ANTRAM sempre foi Pedro Polónio e nunca o advogado André Matias de Almeida.

Este advogado (que é um boy do Partido Socialista) só apareceu em cena a partir do momento em que o Governo e a ANTRAM decidiram derreter na praça pública o assessor jurídico do SNMMP, Pedro Pardal Henriques. E Pedro Polónio saiu de cena discretamente. Mas os jornalistas não deviam esquecer este facto.

Pedro Polónio sempre foi o porta voz da ANTRAM nas negociações com o SNMMP e nunca André Matias de Almeida
Foto: José Peixe/D.R

Sempre que é necessário lavar roupa suja nos media ou humilhar os representantes do SNMMP a ANTRAM e o Governo de António Costa pedem a André Matias de Almeida aparecer em cena. E logo que conseguem chegar a um acordo com a FECTRANS (afecto à CGTP) ou o SIMM, volta a reaparecer Pedro Polónio com aquela sua voz de cordeirinho, sabendo nós que ele  é o rosto de uma das maiores transportadoras portuguesas.

Se existem “infiltrados” com interesses políticos em todo este processo, André Matias de Almeida é um deles.

E não quero com isto defender Pedro Pardal Henriques. Antes pelo contrário. Se houver provas que ele utilizou as greves do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas para se projectar politicamente, os jornalistas têm o dever de denunciar isso.

Julgar Pedro Pardal Henriques na praça pública apelidando-o de “mafioso” e “corrupto”  é para os tribunais. É que os juízes condenam e julgam. Os jornalistas devem continuar em alerta na trincheira da informação. Foi o que fiz na greve de 15 de Abril que durou três dias. É o que tenho feito nestes cinco dias em que dura a greve.

O assessor jurídico do SNMMP sempre foi Pedro Pardal Rodrigues
Foto: José Peixe/D.R

Do lado do Governo, o ministro que esteve sempre presente nas negociações foi Pedro Nuno Santos.

Aliás, há instantes foi novamente o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos que convocou os dirigentes do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) para comparecerem numa reunião em Lisboa. Porquê? Porque Pedro Nuno Santos tem consciência que as reivindicações dos motoristas fazem todo o sentido.

E Pedro Nuno Santos também sabe que só haverá paz no sector, quando a ANTRAM comparecer na mesa de negociações de boa fé e sem “joguinhos” de bastidores, com o objectivo de enganar os motoristas outra vez.

Outras questões que importa levantar neste momento: Quando se chegar a um acordo o Governo vai mesmo investigar as fugas ao fisco por parte das empresas transportadoras? Ou esses senhores continuam a gozar de uma impunidade nunca vista?

E para concluir este artigo de opinião era bom que o ministro Pedro Nuno Santos visse as ameaças que foram enviadas por SMS para dezenas de trabalhadores. Isto sim devia ser investigado e punido.

José Peixe – Jornalista

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