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Costa promete baixar impostos à classe média (e prefere que Centeno não vá para o FMI)

Mais deduções e mais escalões de IRS para baixar os impostos para as famílias com os filhos e a classe média. Eis o que António Costa promete na antecâmara das eleições legislativas, numa entrevista onde reconheceu que Mário Centeno é hipótese para o FMI, mas não uma prioridade para o seu Governo.

Esta posição foi assumida por António Costa em entrevista à Rádio Observador depois de ter sido interrogado sobre a possibilidade de o ministro das Finanças poder ser diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), sucedendo à francesa Christine Lagarde.

Na mesma entrevista, o secretário-geral do PS afirmou que tenciona reduzir a carga fiscal sobre o trabalho com um novo desdobramento dos escalões de IRS da classe média e repor a atualização anual dos salários da administração pública.

Se o PS voltar a formar Governo na próxima legislatura, o objetivo “é prosseguir a trajetória de redução da tributação sobre o trabalho“, garantiu o primeiro-ministro, prometendo “aumentar a progressividade com mais escalões [de IRS]” de forma “a reduzir a tributação sobre a classe média”.

“Vamos aumentar as deduções em função do número de filhos” e “não em função do rendimento das famílias, porque as crianças são todas iguais”, acrescentou, frisando que “uma família com dois filhos tem encargos desproporcionalmente superiores a uma família com só um filho”.

Esta medida, segundo António Costa, a par de outra intitulada “cheque creche”, destina-se a criar melhores condições para que o país possa registar uma inversão da sua trajetória demográfica, que classificou como “particularmente negativa”.

No que respeita aos salários da administração pública, o secretário-geral do PS reiterou a sua intenção de “revalorizar” o vencimento dos quadros técnicos e superiores e, por outro lado, “retomar a normalidade da atualização anual” dos vencimentos.

Durante a entrevista, o líder do executivo foi confrontado com o teor muito crítico do relatório do Tribunal de Contas sobre a forma como o seu Governo geriu os dinheiros do fundo Revita para compensar as vítimas dos fogos de 2017.

Prometendo “analisar” o documento, António Costa referiu que daquilo que leu na comunicação social não há “uma única acusação concreta de má utilização, mas, antes, suposições”.

Sobre a possibilidade de Centeno rumar ao FMI, Costa vincou que “não era um objetivo” do seu Governo. “Os objetivos que temos neste quadro situam-se no âmbito da União Europeia”, frisou, notando que “a hipótese que está em cima da mesa relativamente ao FMI” tem que ser considerada, mas que nem sequer “era um objetivo de vida pessoal” de Centeno.

O primeiro-ministro recusou-se depois a fazer “juízos de probabilidade” sobre a possibilidade de o ministro das Finanças suceder a Lagarde e diferenciou esta questão das candidaturas de António Guterres ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas e do próprio Centeno ao lugar de presidente do Eurogrupo – estas, sim, “objetivos do país” no plano diplomático, realçou.

Fonte: Zap.aeiou.pt Notícias

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