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Legislativas: Bloco de Esquerda não respeita a vontade dos militantes de Santarém

No dia 29 de junho o Bloco de Esquerda (BE) do distrito de Santarém esteve reunido em plenário para votar a lista de deputados para as próximas eleições legislativas.

A lista do deputado eleito por Santarém, Carlos Matias, obteve 70% dos votos em urna fechada, enquanto que a lista proposta pela Comissão Política do Bloco de Esquerda e, tendo Fabíola Cardoso como cabeça de lista, se ficou apenas e só pelos 30%. Essa votação foi secreta.

Mas na reunião da Mesa Nacional do BE, que decorreu em Lisboa, no dia 6 de julho (sábado) apenas a lista pelo círculo de Santarém foi votada em alternativa. Fabíola Cardoso, proposta pela direção nacional venceu, com 49 votos, e a proposta da distrital, Carlos Matias, obteve apenas 13 votos.

“Isto demonstra bem a democracia que existe nas estruturas do BE. É um grupo de estalinistas radicais e maoístas que não respeitam o que os militantes do distrito de Santarém decidiram em votação plenária.”, disse ao “Ribatejo News” um militante do Bloco de Esquerda que esteve presente no plenário de Santarém, no passado dia 29 de junho e nos solicitou o anonimato.

Mas este bloquista decidiu não poupar a liderança do BE, sobretudo a coordenadora Catarina Martins: “O B.E está com dores de crescimento e existe um núcleo duro liderado por Catarina Martins e as manas Mortágua que não respeitam os militantes de base. E qualquer dia as coisas podem correr muito mal. Estamos cá para ver.”

Segundo pudemos apurar, existe um movimento de militantes do B.E de Santarém que estão a pensar manifestar-se em frente à sede do partido em Lisboa para protestar contra esta decisão da Comissão Política do partido.

Um bloco porco democrático

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, encabeça a lista de candidatos eleitorais do partido pelo Porto e Mariana Mortágua será a primeira por Lisboa, que inclui em terceiro Beatriz Dias, ativista pelos direitos dos afrodescendentes.

Em conferência de imprensa hoje no final da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins destacou a número três na lista pelo círculo de Lisboa, “mulher negra e fundadora da Associação de Afrodescendentes”, com “provas dadas” na luta antirracista e pela “visibilidade das pessoas negras no país”.

Para além de Catarina Martins no Porto e Mariana Mortágua por Lisboa, repetem o primeiro lugar Joana Mortágua pelo círculo de Setúbal, José Manuel Pureza por Coimbra, João Vasconcelos por Faro e Mariana Aiveca por Beja (em 2015 não foi eleita).

Entre as novidades, em Leiria concorre em primeiro lugar Ricardo Vicente, engenheiro agrónomo que esteve no movimento `Peniche livre de petróleo´, e em Viseu a lista apresenta-se a mais jovem cabeça de lista do BE, Bárbara Xavier, de 26 anos.

Em Braga, concorre como cabeça de lista José Maria Cardoso, professor, no lugar que nas legislativas de 2015 elegeu Pedro Soares, que anunciou recentemente a intenção de não integrar as listas.

No Porto, em quinto lugar concorre Bruno Maia, médico neurologista, membro do `Movimento Direito a Morrer com Dignidade´, disse Catarina Martins, destacando que as listas “confirmam a decisão do Bloco de haver paridade absoluta, de 50% de homens e de 50% de mulheres” nas listas do partido.

Catarina Martins assinalou que “há também continuidade” nas candidaturas do dirigente Jorge Costa, em quarto lugar por Lisboa, e de Moisés Ferreira, primeiro candidato pelo distrito de Aveiro.

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