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PJ detém presidente do IPO do Porto e autarcas de Santo Tirso e Barcelos

A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta manhã o presidente Instituto Português de Oncologia do Porto, um autarca de Santo Tirso e outro de Barcelos, e uma empresária por corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio.

Os presidentes das câmaras municipais de Santo Tirso, Joaquim Couto, e de Barcelos, Miguel Costa Gomes, são os autarcas detidos hoje por corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária.

Em comunicado, a Diretoria do Norte da PJ explica que a detenção está relacionada com “negócio no âmbito de contratação pública” e resulta de “inquérito titulado pelo Ministério Público – Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto”.

Foi hoje realizada uma “operação policial de buscas domiciliárias e não domiciliárias, em autarquias, entidades públicas e empresas, relacionadas com a prática reiterada de viciação de procedimentos de contratação pública, com vista a favorecer pessoas singulares e colectivas, proporcionando vantagens patrimoniais”, segundo a PJ.

No âmbito da operação foram detidas 4 pessoas com idades compreendidas entre os 48 anos e os 68 anos.

A investigação, centrada nas autarquias de Santo Tirso, Barcelos e Instituto Português de Oncologia do Porto, apurou a existência de um esquema generalizado, mediante a actuação concertada de autarcas e organismos públicos, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste directo com o objectivo de favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular.

Realizaram-se 10 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, nas zonas do Porto, Santo Tirso, Barcelos e Matosinhos que envolveram dezenas de elementos da Polícia Judiciária — investigadores, peritos informáticos, peritos financeiros e contabilísticos, bem como magistrados judiciais, magistrados do Ministério Público e representantes de ordens profissionais.

A investigação vai prosseguir para apuramento de todas as condutas criminosas e da responsabilização dos seus autores, informa a PJ, desconhecendo-se ainda quando é que os suspeitos vão ser presentes ao juiz de Instrução Criminal para fixar as medidas de coação.

Fonte: Agência Lusa

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