ActualidadeSalvaterra de Magos

Assembleia Municipal pode analisar a situação dramática que se vive nos Bombeiros de Salvaterra

Auditório da Escola Profissional de Salvaterra de Magos, acolherá pelas 21h00, mais uma Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos.

Pelo que o “Ribatejo News” conseguiu apurar esta manhã, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos (AHBVSM) relativamente ao facto de o Nuno Mário Antão, ainda não ter convocado uma Assembleia Geral que tem vindo a ser reclamada por alguns sócios desde Janeiro de 2019.

Existe uma grande expectativa quanto à postura do presidente Helder Esménio na Assembleia Municipal de logo à noite
Foto: D.R

A carta com as 150 assinaturas foi enviada no mês de Janeiro. E também tivemos conhecimento que no dia 5 de Abril houve uma associada que enviou carta registada ao cuidado do presidente da Assembleia da AHBVSM, mas a verdade é que até agora ninguém respondeu. Aqui fica o conteúdo dessa carta:

«Eu, Catarina Maria Alexandre Vaz, sócia n.º 3459, com as quotas em dia até Dezembro de 2019, venho por este meio solicitar que se efectue uma Assembleia extraordinária para discutir a situação actual da Associação.

O não cumprimento do estabelecido na alínea b), do artigo 36º dos Estatutos, com adiamento para dia 5 de Abril e posterior adiamento (sem data definida) leva a que exista uma situação de ilegalidade que põe em causa o normal funcionamento desta instituição.

Por entender, com conhecimento real dos problemas graves existentes na Associação, que adiar esta discussão não trará qualquer benefício para os nossos Bombeiros, sou a solicitar, a título individual, esta assembleia.

Para que não haja qualquer dúvida, não tenho qualquer pretensão a ter algum lugar em futuras direcções, mas gostaria de ver, de uma vez por todas, esta situação resolvida.»

Mas em Janeiro, numa carta endereçada ao presidente da Assembleia um grupo de cidadãos e associados exigia uma Assembleia Geral nestes modos:

«Ex.º Sr. Presidente da Assembleia da Associação Humanitária dos Bombeiros
Voluntários de Salvaterra de Magos

Vem o grupo de cidadãos abaixo assinados, requerer a V.ª Ex.ª a realização de uma
assembleia extraordinária, para esclarecimento dos seguintes pontos, em virtude de na
última Assembleia ordinária terem sido apresentados dados que não foram possível de
rebater por falta de conhecimento atempado dos mesmos. Além disso, já tinha sido
solicitado pelo denominado grupo do Movimento pelo Socorro do Concelho de
Salvaterra de Magos a 12 de Novembro uma Assembleia, que nunca foi marcada.
Propõe-se a seguinte ordem de trabalhos:
– Ponto um: Análise e discussão da situação real da operacionalidade da AHBVSM;
– Ponto dois: Análise e discussão da situação real financeira da AHBVSM;
– Ponto três: Apresentação e votação de propostas, para resolução imediata e urgente,
dos problemas graves da AHBVSM.»

Ficará Francisco Madelino indiferente ao que se passa na AHBVSM?
Foto: D.R

Mas o “Ribatejo News” também teve acesso à denúncia que esse grupo de cidadãos e alguns associados fizeram ao senhor Comandante Distrital de Operações de Socorro de Santarém, no mês de Janeiro:

«Vimos, por este meio, solicitar, com a máxima urgência, a V.ª intervenção na Associação Humanitária
dos Bombeiros de Salvaterra de Magos, pelos seguintes factos que passamos a expor:
– Na sequência de um grupo fechado do facebook que congregavam elementos no activo da associação
acima mencionada e elementos de um Movimento concelhio criado por elementos desta comunidade
para alterar o estado de coisas desta corporação, a Comandante Lurdes Fonseca fez uma ordem de
serviço a instaurar processos a dois elementos da mesma. Até aí estava no seu legítimo dever;
– A comandante teve conhecimento do grupo através de um dos elementos, que lhe mostrou as
conversas a ela e à direcção (e não como veiculado no auto de notícia que a mesma comandante
mandou fazer) no intuito de obter um lugar na EIP;
– Não podemos afirmar com toda a certeza mas as suspeitas recaem sobre um bombeiro chamado
Bruno Simões (cujas situações de desrespeito para com colegas já lhe deveriam ter originado um ou
mais processos disciplinares – questionem os outros bombeiros e saberão do que estamos a falar);
– O grupo era constituído por muitos dos elementos do corpo activo que não concordam com o desleixo
e falta de profissionalismo da Sr.ª Comandante e tudo o que se passa dentro das instalações deste
quartel;
– Não havia nada de calunioso ou que colocasse em causa o normal funcionamento da instituição ou
mesmo o sigilo profissional nessas conversas do facebook. No entanto, a Sr.ª Comandante Lurdes
Fonseca resolveu instaurar processos disciplinares apenas a dois dos bombeiros e deixar os restantes
elementos do activo de fora. Segundo se diz na comunidade, a mesma terá dito dentro do quartel que
estes eram para servir de exemplos aos restantes…
– Depois aparece como instrutor dos processos o Sr. Comandante Miguel Cardia. Não seria estranho se
não existisse aqui uma ligação pessoal, o que inviabiliza desde logo a imparcialidade do julgador, pois
sendo o mesmo amigo da comandante e andando a fazer diligências para que a mesma fique à frente
da protecção civil de Coruche (cujo concurso ainda está a decorrer) levanta logo grande suspeição
sobre ser este a pessoa adequada para instrutor. T
– O instrutor Miguel Cardia não notificou de forma legal os dois bombeiros e solicitou à advogada dos
mesmos uma procuração, que à posteriori afirmou não ter validade, isto após a mesma lhe ter
solicitado que os seus constituintes fossem notificados do início do processo disciplinar conforme a lei.
– No entanto, alguns dias depois (sem ainda existir essa notificação) os dois bombeiros foram
chamados ao quartel para lhe ser entregue pela comandante e direcção um documento em que os
suspendiam até 90 dias, estando os mesmos proibidos de exercer as funções de bombeiro e de ir ao
quartel.
– Ora o auto de notícia lavrado apenas fala do grupo fechado de facebook.
– O grupo falava entre si, fora do local de trabalho e o que lá se encontra escrito apenas utiliza como
termos mais fortes a palavra “generala” para se referir à comandante Lurdes Fonseca.

– Salvo melhor opinião, isto acima descrito não dá origem a nenhum processo disciplinar. Quando
muito a Sr.ª comandante pode apresentar queixa por difamação (se se sentir ofendida) na GNR.
– Estamos a falar de uma comandante que se encontra a maior parte do tempo ausente das instalações
da corporação; que não sabe fazer escalas de serviço; que chamou, antes da assembleia que decorreu
a 20 de Dezembro os bombeiros no activo e os “obrigou” a votar a favor daquilo que a direcção
apresentou, ameaçando-os com processos disciplinares; estamos a falar de uma comandante que
apenas participa em reuniões e cerimónias oficiais, mas não faz serviço no exterior do quartel e muitas
outras situações que vos cabe a Vós averiguar.
– Realçamos que, contrariamente ao veiculado quer pela comandante quer pela direcção, não existem
45 operacionais neste momento, pois muitos demitiram-se e outros encontram.se de baixa. Aliás, os
operacionais no activo não têm conseguido assegurar os mínimos dos elementos dos turnos. Confiram
e verifiquem a veracidade destas afirmações. E a situação ainda piora quando mensalmente não são
cumpridos os pagamentos a que os mesmos têm direito. E vamos só aqui lembrar que no mês de
Novembro a comandante teve que ficar na Central, porque a bombeira a quem ela solicitou que o
fizesse se recusou porque ainda não lhe tinham pago.
– Para além destas questões existem ainda as que envolvem as contas da associação que não estão
nada claras, como por exemplo os donativos feito pela comunidade portuguesa do Luxemburgo e que
foram aplicados na compra de portões, supostamente; a existência de um empréstimo de 60 mil euros
feito numa entidade bancária que foi apresentado como tendo sido para fazer o pagamento de uma
viatura que já se encontra paga e cujo pagamento foi efectuado pela câmara e outra autoridade; bem
como o facto do tesoureiro ter sido recentemente acusado de utilizar cerca de 3000 euros para
usufruto pessoal, quando o mesmo dinheiro pertencia à junta de freguesia de Muge e que devolveu no
mês passado (situação que é crime) e outros imbróglios como acordos para pagamentos aos
fornecedores que não são nunca cumpridos.
Por tudo o exposto vimos solicitar a vossa rápida intervenção para que os Bombeiros de Salvaterra
continuem a existir por muitos e bons anos e continuem a estar ao serviço da comunidade e não de
interesses pessoais e das ambições de um ou outro comandante.

Um por todos, todos por um!».

Sabendo nós que o presidente da Assembleia Municipal, Francisco Caneira Madelino (e não só!) está preocupado com a situação que se vive na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salvaterra (AHBVSM), é natural que na Assembleia Municipal ordinária de logo à noite, este assunto venha a ser abordada com alguma vivacidade.

José Peixe – Editor

 

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