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Política: morreu Arnaldo Matos o líder carismático do MRPP

Entre o “desassombro” e o carisma de Arnaldo de Matos.

Marcelo Rebelo de Sousa, Fernando Rosas, Ana Gomes e José Lamego reagem à morte do fundador do PCTP/MRPP.

O Presidente da República publicou uma nota no site oficial da Presidência da República na qual envia condolências à família de Arnaldo de Matos, líder-fundador do partido maoísta MRPP, que faleceu esta sexta-feira, e recorda o seu papel na história contemporânea de Portugal: “Personalidade da vida pública portuguesa conhecida pelo desassombro das suas intervenções, Arnaldo Matos ficará na memória de todos como um defensor ardente da liberdade e como um lutador pela causa da justiça social e dos mais desfavorecidos. Concordando-se ou não com as suas ideias e afirmações, a voz de Arnaldo Matos, pela sua intransigente independência, contribuiu decisivamente para enriquecer o debate democrático e para o pluralismo de opinião no seio da sociedade portuguesa. Por tudo isso, Portugal ficou mais pobre com o seu desaparecimento”.

Ao PÚBLICO, Fernando Rosas deixa o seu depoimento: “Conheci o Arnaldo Matos quando era estudante com ele na Faculdade de Direito de Lisboa e onde ele se destacou como líder carismático do movimento estudantil na luta contra a repressão e contra a guerra colonial. Fundámos o MRPP de que ele foi o líder carismático. No fim dos anos 70, os nossos caminhos desviaram-se e perdemos o contacto. Apresento ao MRPP as minhas condolências.”

Por sua vez, José Lamego, ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação dos governos de António Guterres, que militou desde a fundação no MRPP, na célula dirigida por Saldanha Sanches, e que saiu deste partido no Verão de 1974, declarou ao PÚBLICO sobre a morte de Arnaldo de Matos: “Fico com muita pena.”

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