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Estados Unidos vão continuar na Síria

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, assegurou hoje que os EUA não vão ceder na luta contra o grupo extremista Estado Islâmico, apesar da retirada militar da Síria, e pediu aos aliados para se empenharem na causa.

Na abertura de uma reunião de responsáveis dos países membros da coligação contra o Estado Islâmico, hoje em Washington, Mike Pompeo procurou sossegar os aliados sobre as intenções dos EUA, dizendo que a anunciada saída dos militares da Síria é apenas “uma mudança tática”, que nada mudará no compromisso de erradicar o movimento ‘jihadista’.

“A retirada das tropas dos EUA não é o fim da luta. A luta vai continuar ao vosso lado. A retirada das tropas é essencialmente uma alteração tática, não uma mudança na missão. Essa decisão não muda a estrutura, o desenho ou o empenho em que esta campanha tem sido baseada “, disse Pompeo.

No discurso de abertura da cimeira, que reúne entre hoje e quinta-feira os responsáveis de 75 países membros da coligação e de quatro organizações internacionais (incluindo a União Europeia e a NATO), Mike Pompeo explicou que a luta contra o Estado Islâmico entra agora “numa nova fase”, que será coordenada pelos aliados dos EUA.

“A natureza da luta mudou e todos nós devemos reforçar a nossa capacidade de partilhar informação. Nesta nova era, as forças militares locais e a troca de informações será crucial”, acrescentou o secretário de Estado.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, fez o anúncio da retirada das tropas norte-americanas da Síria, provocando preocupação nos aliados e levando à demissão do então secretário de Estado da Defesa, Jim Mattis, que manifestou publicamente o desagrado com a decisão.

Donald Trump considera que a luta contra o Estado Islâmico foi um sucesso e, no discurso do Estado da União, no Congresso, na noite de terça-feira (madrugada de hoje em Portugal), reafirmou a intenção de fazer regressar os cerca de dois mil soldados estacionados na Síria.

No início de janeiro, o Pentágono afirmou que o Estado Islâmico perdeu 95% do controlo de território e a sua zona de influência ocupa menos de cinco quilómetros quadrados.

Contudo, um relatório do Departamento de Defesa dos EUA alertou esta semana para o risco de o grupo de guerrilheiros do Estado Islâmico em fuga ser “capaz de organizar novas ofensivas”.

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